Antes vista com desconfiança, a hipnose ganha espaço em hospitais e clínicas

Mundialmente conhecido como pai da psicanálise, o severo Sigmund Freud não deixa de ser um filho da hipnose. O jovem médico judeu-austríaco viu na hipnoterapia praticada pelo doutor Jean Martin Charcot, em Paris – de quem foi estagiário –, a possibilidade para driblar o consciente, atingir o inconsciente e tratar a histeria.

Com a ajuda da hipnose, Freud se convenceu de que nem sempre os Por Renata Valério de Mesquita sintomas tinham causa orgânica, e propôs que poderiam ter origem psicológica Algumas teorias, entretanto, dizem que o psicanalista foi um filho ingrato. Apesar de usar no seu consultório diferentes técnicas de hipnoterapia, afirma-se que ele terminou por denegrir a técnica para elevar a psicanálise.

O fato é que ao longo da história da medicina, cada vez que um médico ou um neurologista trazia à tona a cura por meio do transe hipnótico, o mundo científico tratava de abafar sua repercussão – mais ou menos como o cristianismo rotulou de “feitiçaria” a hipnose relatada já no ano 1.552 antes de Cristo, no Papiro de Ebers, egípcio.

Nos dias de hoje, a técnica vem ganhando espaço em instituições médicas de respeito. Nos Estados Unidos, já adotaram o hipnotismo hospitais como o Stanford Hospital, Cleveland Clinic, Mount Sinai Medical Center, Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e o Beth Israel Medical Center, de Nova York.

No Brasil, o Hospital do Câncer, o Hospital das Clínicas e o Hospital do Servidor Público Municipal, de São Paulo, e a Clínica Cedirp, de Ribeirão Preto (SP), aplicam a técnica como reforço no tratamento de doenças e no relaxamento para a hora de exames e de cirurgias.

Reconhecida no país pelos Conselhos Federais de Psicologia, Medicina e Odontologia, a hipnose está sendo usada em inúmeros casos. Dores crônicas, ansiedade, controle de peso, fobias, dependência alcoólica, de drogas e tabaco, insônia, vitiligo e asma, só para citar alguns.
Recurso auxiliar

Isso não quer dizer que a revalorização possa converter a hipnose em panaceia. Dificilmente a técnica é usada como único recurso. Na verdade, funciona como uma ferramenta complementar. O transe hipnótico deixa a pessoa mais relaxada e suscetível a sugestões de sensações, percepções e mudanças de comportamento.

Entretanto, pode ser difícil se entregar, por mais macia que seja a voz do hipnotizador, ou por mais sonífero que seja o movimento pendular de um objeto. Além disso, pesam o medo da subjugação a outra pessoa e a desconfiança quanto aos reais resultados da metodologia. O estigma de charlatanismo associado ao hipnotismo cria resistências que podem travar o processo.

Há pesquisas recentes sobre a eficácia do método. Um estudo realizado por radiologistas da Harvard Medical School (Adjunctive non-pharmacological analgesia for invasive medical procedures) mostra que, entre 241 pacientes analisados, aqueles sob o efeito da hipnose exigiram menos medicação, tiveram menos complicações durante a cirurgia e suas operações foram mais curtas em comparação com os não hipnotizados.

Outros estudos da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (de 2012) e da Universidade de Genebra (2009), com ressonância magnética funcional, comprovaram um efetivo funcionamento diferenciado no cérebro hipnotizado.

Para os conhecedores do tema, a hipnose é um estado de absoluta atenção, não muito diferente de um momento de completa absorção nos próprios pensamentos, na leitura de um livro ou em um bom filme – quando o resto do mundo como que ‘desaparece’. Mas nada tem a ver com as histórias contadas pelas produções de cinema que envolvem hipnotismo, como Em Transe, O Gabinete do Dr. Caligari, O Escorpião de Jade e O Amor é Cego.
Poder de sugestão

Marcos Francoti, terapeuta holístico paulista especializado em hipnoterapia, acredita que, além dos filmes, a hipnose de palco – usada em apresentações para impressionar o público – é a grande responsável pela rejeição ao método. “Parece que é tudo armado. Assim fica mais difícil acreditar que a técnica possa fazer diferença em um problema real.”

Francoti ressalta que na hipnose nada acontece sem a concordância do paciente. “Se eu mandar você assinar um cheque de 50 mil reais, você não vai se deixar levar pela hipnose. Mas se você realmente quiser emagrecer ou parar de fumar, daí sim o hipnólogo pode ajudar”, explica Francoti.

O designer Leonardo Bussadori resolveu experimentar a técnica como terapia de emagrecimento. Assumidamente cético, Bussadori afirma que não caiu em um sono profundo, como muitos imaginam. Ficou consciente durante toda a primeira sessão de hipnoterapia com Francoti e não sentiu as sensações de calor nos pés sugeridas.

“Eu era todo ouvidos, mas às vezes tinha vontade de fazer uma piada”, relata. “Só comecei a ficar mais interessado quando, nos dias seguintes, senti que a compulsão pela comida tinha afrouxado um pouco”, admitiu. Até o fechamento desta edição, estavam previstas mais duas sessões.

Tratamentos de saúde, assim como o preparo para exames e cirurgias, podem tomar várias sessões e devem ser realizados com profissionais credenciados e capacitados por cursos reconhecidos no mercado.

O psicólogo de Chicago Edward Frischholz, autor de mais de 50 estudos sobre hipnose clínica e experimental, gosta de alertar que a hipnose é como o bisturi de um cirurgião. Nas mãos certas pode salvar vidas, mas nas erradas pode causar estragos.

Por Renata Valério de Mesquita

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Todos são capazes de entrar em transe?

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A Hipnose

Hipnose é um estado da mente que todos nós experimentamos, naturalmente, ao longo do dia. Por exemplo, ao dirigir o carro, você pode não se lembrar que está dirigindo, como se estivesse no piloto automático.

O estado hipnótico natural também acontece quando você lê um bom livro, envolve-se com um filme interessante ou em qualquer outra atividade onde todas as outras coisas parecem ter sido bloqueadas. Alguém pode conversar com você e você pode não escutá-lo.

Em qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração, automaticamente você se transfere para um estado hipnótico natural.

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Gastrite nervosa e hipnose

A gastrite se caracteriza por um processo inflamatório da camada de células que revestem internamente o estômago, também chamada de mucosa gástrica. As causas psíquicas, no caso o estresse e a ansiedade, levam a chamada gastrite nervosa.

A gastrite traz consigo diversos sintomas associados, como:

• Uma gastura ou sensação de fome, que na maioria das vezes, mesmo que o indivíduo se alimente, a fome não passa;
• Dor e queimação no estômago;
• Enjôo e náuseas;
• Pode provocar mal hálito;
• Uma sensação de estar “cheio”, ou se alimentado em excesso.
Com a hipnose, pode-se trabalhar principalmente causas emocionais, como o stress e a ansiedade. O objetivo é que o indivíduo aprenda a controlar seus níveis de stress ou se expor menos em ambientes estressantes, bem como diminuir a ansiedade. O relaxamento também traz muitos benefícios, e é realizado sempre que necessário para diminuir a excitação e mesmo a própria dor. É importante sempre estar verificando as causas, ou seja, por que está ocorrendo esta somatização, podendo assim possibilitar uma auto-percepção melhor por parte do paciente, perceber a forma que está agindo no meio onde vive, para que por si mesmo possa mudar, o que implicaria num ritmo de vida mais saudável, uma qualidade de vida melhor, mais equilibrada e mais tranquila.
Fonte: Revista Geração Saúde

Por Odair Comin

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Hipnose na cura de doenças

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Diferente do que muita gente pensa, o método não foi criado para realização de shows e espetáculos, mas sim para tratar problemas psicossomáticos e outras doenças

Por Carolina Tavares

“Quando eu contar até três, você vai cair no sono…” Como mágica, uma pessoa comum fecha os olhos e fica disponível para que com ela seja feito aquilo que o profissional quiser, correto? Errado!

A hipnose não é realizada para que alguém tenha poder sobre o outro. Ao contrário disso, apenas será feito aquilo que o inconsciente do hipnotizado permitir. Na verdade, a técnica não tem como princípio ser instrumento de shows e sim de fazer parte de um tratamento terapêutico para doenças psicossomáticas de origem emocional.

Durante o transe, o paciente consegue quebrar de tal forma os próprios limites e crenças, que fica suscetível a novos experimentos e outras idéias. O especialista no assunto Dr. Bispo, que realiza o procedimento desde os 9 anos, explica que, na hipnose, são realizadas alterações na consciência.

A concentração da parte racional do cérebro faz com o paciente vá perdendo a noção do que se passa em volta dele. Dessa forma, são bloqueadas as ações conscientes e o inconsciente passa a agir. “É como quando você está dirigindo por um caminho que já conhece faz tempo. Pensando em outras coisas, quando você menos espera já está em casa, pois o seu inconsciente dirigiu por você”, explica Dr. Bispo.

De acordo com o médico, o relaxamento é uma das melhores maneiras de se chegar à hipnose. Você pode conversar com a pessoa sobre um assunto que a distraia e gerar um grau de confusão na cabeça dela. Num determinado momento, ela entra em estado de quase sono, mas não chega a estar dormindo.

O especialista em medicina psicossomática e hipnose clínica, Leonard F. Verea, conta que o objetivo da hipnose é criar uma ligação com o inconsciente. “A nossa mente possui um lado racional e um emocional. Esse último é quem condiciona a nossa vida em situações que não podemos controlar, como ficar vermelho ou se apaixonar”.

Quando a razão não aceita coisas que a emoção faz acontecer, a mente acaba em conflito e os problemas são gerados. É aí que entra a hipnose para ajudar a resolver esses conflitos diretamente na fonte do problema.

Como se faz?

O que é?
“A hipnose é um conjunto de fenômenos específicos e naturais da mente, que produzem diferentes impactos, tanto físicos como psíquicos. Esses fenômenos poderão ser induzidos ou auto-induzidos através de estímulos provenientes dos cinco sentidos, sejam eles conscientes ou não”. Odair J. Comin

Há dois tipos básicos de hipnose. As técnicas indutivas da hipnose tradicional se utilizam da comunicação verbal através de sugestões dirigidas às estruturas conscientes da mente da pessoa. Já na hipnose dinâmica, o processo é realizado através de atos comunicativos dirigidos às estruturas inconscientes.

As diferenças não param por aí. No primeiro caso, são necessários de 20 a 30 minutos para a indução, já no segundo, três ou quatro minutos é o suficiente.

O psicólogo e especialista Odair José Comin explica que há várias formas de se chegar ao estado hipnótico. Uma delas é a diminuição dos estímulos externos, por isso pede-se para o paciente fechar os olhos. Também existe o relaxamento, principalmente corporal. O cansaço também pode levar à indução, sendo a técnica mais utilizada na hipnose clássica, quando a pessoa passa a olhar para um ponto específico, fechando e abrindo os olhos ou seguindo um pêndulo.

A atenção dirigida é mais uma técnica que leva ao processo hipnótico e inclui sugerir ao paciente que entre em contato com algumas imagens, como uma praia, um campo ou outra que dê prazer à pessoa. Outra forma é a confusão, servindo para que se possa quebrar o padrão lógico que a mente tem do problema, conduzindo posteriormente a uma solução. Por último, está o transe, na medida em que se dirige o pensamento para um ponto específico com um pensar intenso.

O mestre em hipnoterapia pelo Instituto Milton Erickson do México, Marco Paulo Alvim Reis, afirma que “todas as técnicas, basicamente, levam ao estreitamento do campo da consciência do sujeito, de modo que o terapeuta passa a ser o foco principal de atenção”.

Os profissionais autorizados a aplicar o procedimento são psicólogos, médicos ou dentistas. Um dos benefícios é a rapidez na cura. Os especialistas contam que, segundo pesquisas, o processo consegue resultados mais rápidos que qualquer outro tipo de terapia, por ser centrado na solução do problema específico, além de possibilitar relaxamento terapêutico e o auto-conhecimento.

Teoricamente, todos podem ser hipnotizados, desde que o responsável saiba o método viável para cada paciente. As pessoas que dificilmente serão conduzidas ao estado são aquelas com dificuldade em articular os próprios pensamentos, como doentes mentais graves, psicóticos ou pessoas com lesões cerebrais.

Para os profissionais que queiram aplicar a hipnose, existem cursos específicos, como os dos vários institutos Milton Erickson espalhados pelo Brasil.

“A hipnose vem como um intermediador dos diferentes níveis de armazenamento de informações, podendo trazer à tona lembranças há muito esquecidas, que podem ser revividas e ressignificadas, o que poderá auxiliar na mudança e transformação do paciente”, completa Comin.
Fonte: Site Guia da Semana

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Em transe contra a dor

dor

 

Desafiando velhos mitos, a hipnose seduz a comunidade científica e ganha espaço nos consultórios médicos e odontológicos.

Por Lívia Filadelfo

“O objetivo da hipnose não é apenas eliminar a dor, pois ela pode estar indicando alguma doença, como um câncer. Se simplesmente a eliminamos, op paciente não sentirá mais dor e o problema não será tratado. Para isso, a terapia com hipnose não dispensa o diagnóstico e tratamento médico”, destaca o psicólogo e especialista em hipnose Odair José Comin. Segundo ele, dores agudas e de curta duração, em geral, indicam uma debilidade física real, de causa orgânica. Dores crônicas de longa duração têm, muitas vezes, fundo psicológico. “inconscientemente, a dor pode estar sendo provocada pelo próprio individuo para chamar a atenção de alguém. Através da hipnose, ele descobrirá como pode conquistar o carinho dessa pessoa de outra maneira”, explica Comin.

Consciência Total

Apesar dos benefícios cientificamente comprovados da hipnose, mitos e crenças, além da ação de charlatões, ainda dificultam a difusão da técnica. Não há contra-indicação, efeitos colaterais, dependência ou agressão ao paciente durante a hipnose. O paciente fica ciente de tudo o que acontece durante a sessão e ouve tudo o que o hipnoterapeuta diz. Nada é feito contra a vontade do paciente, pois ele é quem mantém seu próprio controle. “Algumas pessoas têm medo, principalmente em função dos mitos criados em torno da hipnose. Na primeira consulta, são esclarecidas todas as dúvidas e, em geral, na segunda ou terceira sessão o paciente está confiante no tratamento, pois os efeitos são imediatos”, afirma Comin.

Fonte: Revista Hipnose
Editora Qualidade de Vida – Edição nº 02 – 2006.

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Viagem no tempo

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.  

Por Paula Bianca de Oliveira

Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão ‘comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. “Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam ‘adormecidas’, mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento”, afirma o psicólogo e hipnoterapeuta Odair José Comin.

“Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida”, explica Comin. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.

Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias – passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. “Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar”, diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana – utilizada nesses tipos de tratamento – trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.

Técnica e Conteúdo

A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa – questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.

No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. “As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um  processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.

Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.

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Hipnose: revelação do inconsciente

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Por Ivanilde Sitta

Pode estar aí a solução para o seu problema. A hipnose tem sido utilizada  com sucesso no tratamento de diversas doenças físicas e emocionais

Esqueça aquelas cenas místicas envolvendo pêndulos e turbantes. Longe de ser uma prática de cinema, a hipnose é coisa séria e tem livrado muita gente de uma infinidade de distúrbios físicos e emocionais. É considerada também um santo remédio para aliviar a dor, inclusive as crônicas e a do câncer em fase terminal. Sua longa lista de aplicações terapêuticas conquistou até o aval da Organização Mundial de Saúde, que a recomenda como a melhor técnica operacional de terapia no tratamento de moléstias psiquiátricas e psicossomáticas. Reconhecida pelos conselhos federais de Medicina, Odontologia e Psicologia, é um procedimento comprovadamente eficaz e aplicado em mais de 70 países, segundo o psiquiatra Joel Priori Maia, presidente da Sociedade de Hipnose de São Paulo.

Combate à depressão

Sem contra-indicação e efeitos colaterais, a hipnose vem sendo apontada como uma arma poderosa na guerra contra depressão, ansiedade, fobias, impotência sexual, ejaculação precoce, enurese noturna, gagueira, asma, síndromes intestinais, alergias e até mesmo no tratamento de verrugas. Sua lista de atuação inclui ainda baixo rendimento escolar e hiperatividade em crianças, ativação da memória, distúrbios alimentares, dependência química e muitos outros problemas físicos e mentais.

Não se trata de milagre nem mágica. Até mesmo a medicina tradicional já está consciente da ligação corpo e mente no desenvolvimento das doenças. De acordo com o psicólogo Odair José Comin, o sistema imunológico é diretamente afetado pelas emoções e sentimentos. Sensações de medo, ódio e ressentimento, por exemplo, resultam quase sempre em doenças. “O tratamento com a hipnose auxilia no controle dessas emoções e o paciente aprende a lidar melhor com seus problemas”, esclarece.

Você tem medo de quê?

Veja o caso das fobias, por exemplo. Tem gente que não pisa num avião ou elevador, outros entram em pânico ao ver uma simples barata e há aqueles que jamais se imaginam num lugar fechado. As fobias nada mais são do que medos irracionais de alguma coisa ou lugar específico. Por meio da hipnose, o paciente é levado a buscar as causas desse medo e a desenvolver meios de aprender a enfrentar e superá-los.

A hipnose, segundo especialistas, ajuda a encontrar as verdadeiras raízes do problema. Até pode ser que seu medo de água esteja relacionado à história do afogamento do seu avô. Mas, segundo o terapeuta de hipnose Jean Jacques Buhannic, a maioria dos problemas nasce de sentimentos e vivências banais ocorridos na primeira infância e que nunca foram trabalhados. Por exemplo: o ciúme infantil que você sentia toda vez que via sua mãe dar banho no seu irmão caçula. “A maioria dos problemas é originada na primeira infância. Assim que sua origem for detectada, o problema tende a desaparecer”, garante Buhannic.

Mas como isso acontece?

Apesar de ser uma técnica milenar e estudada a fundo pela Ciência nas últimas décadas, ainda não se conhece completamente os mecanismos cerebrais envolvidos no estado hipnótico. Sabe-se, porém, que a hipnose é um estado alterado de consciência (semelhante ao sono) produzido artificialmente. De acordo com o psiquiatra Priori Maia, o paciente permanece entre a vigília e o sono, induzido por meio de uma estimulação leve, rítmica, monótona e persistente.

Durante o transe, a atenção, concentração e memória do paciente ficam em estado de alerta, permitindo acesso mais fácil aos dados registrados no inconsciente. É possível relembrar informações do passado, por exemplo, que estavam esquecidas pelo consciente. Nesse instante do tratamento, esses dados são explorados com a ajuda do médico ou terapeuta para beneficiar o paciente.  “Ainda há muito a ser pesquisado e estudado. Mas na medida que os trabalhos avançam, aumenta a credibilidade em relação à técnica”, observa o psicólogo Odair José Comin, ao acrescentar que cientistas que estudam os fenômenos da hipnose vêm conseguindo grandes avanços na área.

Um dos trabalhos, desenvolvido em conjunto pelas universidades americanas de Harvard e Stanford, dá uma idéia de como a técnica atua no cérebro humano. Dezesseis voluntários foram colocados em frente à tela do computador para observar imagens coloridas. Depois de hipnotizados, eles foram sugestionados a ver as mesmas imagens, só que na cor cinza. E foi o que aconteceu, pois nesse momento, o cérebro ativou a região que inibe a visão das cores.

“Sem nenhuma possibilidade de fraude ou farsa, o cérebro passou a ver em preto e branco”, relata Comin. Mais tarde, os mesmos voluntários foram induzidos a enxergar cores em lugares onde não existiam. Mais uma vez, os resultados confirmaram que o cérebro estava mesmo vendo colorido.

Na mira da hipnose

Especialistas garantem que é possível hipnotizar, em maior ou menor grau,  cerca de 95% da população. Existem várias etapas na hipnose. Primeiro, o paciente é levado a sentir que seus músculos ficam pesados, por exemplo, e que fica difícil levantar um braço. Depois, as sugestões passam para um nível sensorial, quando ele pode sentir calor ou frio, ainda que a temperatura ambiente continue amena. Por fim, o hipnotizador induz o paciente a ingressar na esfera afetivo-emocional. Nesse momento, as lembranças escondidas no inconsciente podem começar a surgir. “Quanto mais profunda for a etapa atingida pelo paciente durante o procedimento, maior o seu benefício terapêutico”, esclarece Priori Maia.

Mas, seja qual for a fase atingida no transe hipnótico, os resultados são mais eficientes do que os alcançados em estado de vigília, ou seja, com o paciente completamente consciente e acordado. Isso porque a hipnose produz um relaxamento físico e mental que já se evidencia nas etapas superficiais, aumentando à medida em que ocorre o aprofundamento do transe.

Desvendando os mitos 

Se você se interessou pela hipnose, mas continua resistindo à técnica por uma série de receios, sossegue. Especialistas garantem que ninguém sujeito à hipnose corre o risco de não acordar do transe. Um simples abrir de olhos é suficiente para voltar ao estado normal. Asseguram também que, em hipótese alguma, a técnica tem poder de alterar o comportamento do paciente a ponto de levá-lo a tomar atitudes que vão contra seus próprios conceitos. Ou seja: mesmo hipnotizado, você é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões como assaltar um banco ou tirar a roupa em público, ou qualquer coisa contrária aos seus valores morais e éticos.

Mitos e preconceitos como esses, em certo ponto, têm até razão de ser. Ao longo do século 20, a hipnose foi vista com ceticismo e descrédito principalmente por causa da ação de charlatães que se apresentam em praça pública, transformando a possível terapia em espetáculo de mágica. Hoje, essa prática é proibida em muitos países.

A hipnose foi olhada com reservas pelo próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud, que não poupou críticas à técnica. Mas, depois da Segunda Guerra Mundial, ela voltou com força redobrada, apoiada como método válido pelas principais entidades médicas internacionais. É que, durante o conflito que durou de 1939 a 1945, os médicos de algumas frentes de batalha, sem acesso a anestésicos, realizavam cirurgias utilizando apenas a hipnose para combater a dor. A primeira sociedade científica de hipnose da qual se tem notícia no Brasil foi instalada pelo Imperador D. Pedro II, em 1887, sob a denominação de Sociedade do Magnetismo Animal e do Jury Magnético do Rio de Janeiro.

Principais dúvidas

Conheça as principais dúvidas e veja até que ponto elas têm fundamento:

· O paciente pode ser hipnotizado contra a vontade?

Não. Só se hipnotiza uma pessoa com seu próprio consentimento. O hipnotizador não tem controle sobre o hipnotizado, que não fará ou falará nada que não quiser.

· O paciente fica inconsciente?

Não. Ele escuta, pode falar e se lembra de tudo.

· Há risco de não acordar?

Não. Depois de algum tempo sem a interferência do hipnotizador, o paciente sai sozinho da hipnose ou passa para um estado de sono natural.

· É possível revelar segredos?

O paciente é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões que não aceitaria em seu estado natural. Ou seja, ele não falará se não quiser.

· O hipnotizador pode dominar minha mente e me obrigar a praticar atos contra a minha vontade?

Tolice. A sua mente só vai aceitar ordens que não interfiram em seu comportamento ou moral. O acordo entre você e o hipnotizador acaba quando os seus princípios são contrariados. Como? O transe simplesmente se encerra ou você entra num estado de agitação que acaba por interrompê-lo. Não há casos relatados e provados de controle da mente por meio da hipnose.

Dentro da lei

A hipnose não é um procedimento alternativo de terapia. Isso quer dizer que seu emprego é legal e está regulamentado pelos seguintes conselhos:

Cirurgiões Dentistas: artigo 6º da lei 5081 de 1966

Conselho Federal de Medicina: parecer nº 42/99 de 20 de agosto de 1999

Conselho Federal de Psicologia: resolução nº 013/00 de dezembro de 2000

 

Matéria extraída da Revista Coop
Março de 2004.

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Inovação inibe problemas pós-cirúrgicos

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A anestesia geral compreende três elementos: a hipnose com amnésia, para que o paciente fique inconsciente durante todo o procedimento cirúrgico e não se lembre do ocorrido, a analgesia, para evitar a dor, e o bloqueio neuromuscular.

Ansiedade, insegurança e até medo são alguns dos sentimentos que se fazem presentes em muitas ou até na maioria das pessoas que necessitam realizar um procedimento cirúrgico. Recente pesquisa da Sociedade Americana de Anestesiologia, realizada com pacientes submetidos a intervenções, revela que 75% dos entrevistados têm muita preocupação com a anestesia geral.

Dúvidas como “vou acordar durante a cirurgia”, “não vou acordar após a cirurgia” ou até mesmo “vou morrer” aparecem nesses momentos em que é preciso confiar no médico e saber que, com a evolução das técnicas, dos equipamentos e do conhecimento, são muito raros os acidentes ou complicações. No meeting A Anestesia Geral e a Importância do Despertar, realizado em São Paulo, o tema esteve em evidência, dando-se destaque para aquela que é considerada a maior inovação da área nos últimos 20 anos e que já está disponível no Brasil: o sugamadex (conhecido comercialmente como Bridion), da empresa farmacêutica MSD.

A anestesia geral compreende três elementos: a hipnose com amnésia, para que o paciente fique inconsciente durante todo o procedimento cirúrgico e não se lembre do ocorrido, a analgesia, para evitar a dor, e o bloqueio neuromuscular. O sugamadex atua justamente ao término da cirurgia, acelerando em cerca de seis vezes o tempo de reversão deste bloqueio (relaxamento) em relação a outros fármacos. Isso permite que o paciente retome suas funções musculares com segurança e volte a respirar de forma espontânea mais rapidamente.

São evitados, assim, os efeitos colaterais, como problemas respiratórios e cardiovasculares. “É o único fármaco que reverte o relaxamento profundo, necessário em algumas cirurgias nas quais qualquer movimento pode colocar o paciente em risco”, acrescenta a médica Maria Angela Tardelli, professora da Universidade Federal de São Paulo. O sugamadex é específico para os bloqueadores rocurônio e vecurônio e eficiente para as diferentes faixas etárias. No entanto, é contraindicado para pessoas com problemas renais.

                                                                                                                                             Fonte: jcrs.uol.com.br

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Hipnose pode ajudar anestesia local em cirurgias de câncer e tireoide

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Combinação reduz internação e uso de medicamentos, diz estudo belga.

Técnica diminui percepção da dor, mas paciente deve confiar nos médicos.

Uma combinação de hipnose e anestesia local para determinados tipos de cirurgia pode ajudar na cura de pacientes e reduzir tanto o uso de medicamentos quanto o tempo de internação em hospitais. Esse é o resultado de um estudo belga apresentado no domingo (12) durante o congresso anual da Sociedade Europeia de Anestesiologia, em Amsterdã, na Holanda.
Os cientistas avaliaram o impacto do emprego de anestesia local e hipnose em operações de certos tipos de câncer de mama e tireoidectomia (remoção total ou parcial da glândula tireoide). A técnica também pode evitar a recorrência de tumores e metástases.

A redução da percepção da dor e o conforto do paciente são garantidos, de acordo com a professora Fabienne Roelants, que liderou o trabalho ao lado da dra. Christine Watremez, ambas da Clínica Universitária Saint-Luc, em Bruxelas, que faz um quarto das operações de mama e um terço das de tireoide por esse método.
Para hipnotizar o paciente, um hipnoterapeuta deve conversar com ele durante o procedimento e evitar comandos negativos, com os quais o inconsciente pode não saber lidar. O cirurgião, por sua vez, precisa ser suave, evitar movimentos bruscos e ser capaz de manter a calma em todas as circunstâncias.
No primeiro estudo belga, 18 entre 78 mulheres usaram a hipnose em uma série de õperações de câncer de mama, enquanto as demais receberam anestesia geral. Apesar de as pacientes hipnotizadas terem passado alguns minutos a mais na sala de cirurgia, o uso de drogas nesse grupo diminuiu, assim como o tempo de recuperação e internação.
Na tireoidectomia, os cientistas compararam os resultados de 18 pacientes do grupo de hipnose e anestesia local com os de 36 que receberam anestesia geral. Ambos fizeram videolaparoscopia, um procedimento minimamente invasivo, e mais uma vez o uso de remédios na recuperação e a permanência hospitalar foram muito reduzidos no primeiro grupo.
A hipnose é um estado alterado de consciência que se baseia na focalização do olhar em determinado ponto, no relaxamento muscular progressivo ou na recuperação de uma memória agradável. O fato de ela funcionar em casos médicos tem sido demonstrado por vários estudos, inclusive por imagens do cérebro em tomografias por emissão de pósitrons (PET) e ressonâncias magnéticas.
O modo exato como esse processo ocorre ainda é discutido. Alguns pesquisadores acreditam que ela impede que as informações cheguem às regiões do córtex cerebral superior, responsáveis pela percepção da dor. Outros defendem que a técnica permite uma melhor resposta à dor, ativando caminhos que a inibam de forma eficaz.
Não há diferenças de sexo ou idade relacionadas com a susceptibilidade à hipnose, dizem os cientistas. Se o paciente estiver motivado, pronto para cooperar e confiar nos médicos, ela funciona.
Além do uso em cirurgias de câncer de mama e tireoidectomia, as autoras afirmam que a prática poderá ser aplicada no futuro em uma série de outros procedimentos: ginecológicos, oftalmológicos, otorrinolaringológicos, plásticos e contra infertilidade.

                                                                                                                                               Fonte: g1.globo.com

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Hipnose pode fazer bem à saúde: conheça o método hoje respeitado

Considerada uma arte charlatã no passado, hoje a hipnose é apoiada por muitas pesquisas, e os hipnotizadores são membros respeitados da comunidade médica.

Longe de ser um truque, a técnica é principalmente utilizada de duas maneiras: em shows, nos quais hipnotizadores animam audiências induzindo voluntários em transe e fazendo-os executar tarefas ridículas, como cacarejar como galinhas, e para tratamentos de hipnoterapia bem conceituados.
Segundo psicólogos da Universidade de Stanford, a grande maioria das pessoas pode ser pelo menos um pouco hipnotizada. Eles até desenvolveram escalas, de 0 a 12, com base na capacidade de resposta das pessoas às sugestões do hipnotizador.
Durante uma pesquisa, apenas 5% das pessoas receberam a pontuação 0 nas escalas de Stanford, ou seja, não responderam a nenhuma das sugestões hipnóticas. Outro pequeno grupo recebeu a pontuação máxima, respondendo a todas elas. A maioria das pessoas se encaixa solidamente na faixa de 5 a 7 na escala.
Da mesma forma que as pontuações de QI, as pessoas mantêm a mesma avaliação de susceptibilidade hipnótica durante sua vida adulta. Isso e o fato de que gêmeos idênticos muitas vezes recebem a mesma classificação sugerem que hipnotizabilidade é uma propriedade inerente e hereditária da psique humana.
Os métodos de induzir a hipnose variam. Segundo uma hipnotizadora, uma das formas de começar um transe é com uma série de sugestões (por exemplo, pedir que o paciente respire lenta e profundamente) que resultam em um estado de calma profunda.
Segundo os especialistas, um transe hipnótico não é terapêutico em si, mas sugestões específicas e imagens alimentadas em transe podem alterar profundamente o comportamento de alguém.
A hipnose pode ser usada para ajudar pacientes a perderem peso e pararem de fumar, e oncologistas já usaram o método para facilitar o processo de cura no pós-cirúrgico de pacientes com câncer de mama.
Assim como muitos fenômenos cerebrais, os cientistas não sabem exatamente como funciona o hipnotismo, mas graças a recentes exames de eletroencefalografia do cérebro hipnotizado, pesquisadores descobriram que a hipnose e a meditação têm perfis neurofisiológicos semelhantes.
Durante os dois, ondas rápidas de atividade cerebral que se correlacionam com o pensamento e a transformação diminuem, enquanto a atividade de ondas lentas, que ocorre durante o relaxamento e o foco, aumenta.
No tratamento da dor crônica, a hipnose é muito útil, pois a dor é processada na cabeça. Primeiro é registrada no córtex sensorial, e em seguida o córtex pré-frontal lhe dá sentido. O pânico e o estresse são resultados da dor que ocorrem no tálamo e outros locais.
Cerca de 80% dos pacientes hipnotizados relatam uma diminuição na dor durante as sessões, e para 50% a queda dura até horas depois. Ao praticar a meditação por si só, muitos pacientes aprendem a tratar sua própria dor automaticamente.
Isso acontece porque, durante a hipnose, pode-se pedir às pessoas que imaginem que a sensação que provoca dor extrema é menor, e não é incômoda. Imediatamente se vê uma diminuição da atividade no córtex pré-frontal e outras partes, de forma que o paciente altera o sentido que seu cérebro dá à dor.

                                                                                                                                          Fonte: LifesLittleMysteries

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