Mini curso-Auto hipnose

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Olá!Aqui é a Milena Ferreira, hoje venho trazer para você um mini curso de auto hipnose para que você possa alcançar suas metas pessoais e profissionais de modo mais fácil e duradouro!

Aqui está o link do vídeo:Aproveite e se inscreva no meu canal do youtube para ficar sempre por dentro das novidades :D!Um abraço!

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Hipnose é algo místico?

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Quando converso sobre hipnose com as pessoas em geral, noto que a maioria delas tem uma ideia muito vaga sobre o assunto.

Não é para menos! Trata-se de um assunto que sempre foi extremamente mistificado pela sociedade.

A hipnose vem sendo praticada desde os primórdios da humanidade. Existem relatos da civilização egípcia praticando cirurgias cranianas com o uso da hipnose. Sendo sempre envolvida, também em rituais de cura.

Na idade moderna a hipnose começou a ser mais estudada e explorada, a princípio sem muito sucesso na parte terapêutica, na época de Freud.Um pouco depois de Freud a hipnose passou a ser melhor estudada por Milton Erickson e por Dave Elman  (hipnose clássica), ganhando uma eficácia que jamais tivera em induções e tratamento. Muito foi descoberto sobre como se aproveitar este estado para tratar diversos males com uma cura real e duradoura!

Na década de 80 Milton Erickson passou a ter vários seguidores que passaram a reproduzir seu modo de atuar com a hipnose e em 2004 o Conselho federal de Psicologia aprovou a hipnose como instrumento usado pela psicologia. Além da psicologia, outros conselhos hoje aprovam a hipnose como ciência, são os conselhos de Medicina, odontologia e fisioterapia.

Com a hipnose podemos entrar em contato com a parte de nossa mente que controla nossos sentimentos, nossas emoções, nossa saúde, nossa percepção do mundo, e até mesmo algumas funções do nosso corpo, como a dor, o cansaço, o metabolismo, a fome, o sono, e muitos outros.

Mas ela também tem um forte potencial no aprendizado e mudança de crenças e convicções, que já foi muito utilizada em meios místicos, espirituais e esotérico ao longo da história, conferindo-lhe uma falsa aparência sobrenatural.

 

A hipnose é um estado de alta concentração e relaxamento, é um estado da mente e não algo espiritual, místico ou religioso.

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4 Mitos sobre hipnose!Confira!

Bald head and question mark

Muitas pessoas quando pensam na hipnose pensam em comer cebola achando que é maçã,ou em observar um relógio de bolso balançando, não é bem assim. Muitas vezes algumas práticas, quando feitas por pessoas despreparadas, fazem a hipnose cair em descrença, contribuindo, até mesmo, para a criação ou manutenção de mitos sobre o tema.

Hoje, no entanto, a hipnose é vista como uma ferramenta no tratamento de diversos males e há a comprovação científica que a prática da hipnose realmente é eficaz. Então vamos conhecer alguns mitos sobre a hipnose?

1-Posso não voltar do transe

Mito!O transe é um estado natural da sua mente.Como quando você está assistindo a um filme e não escuta alguém chamando.este estado é um estado de transe, transe é um estado focado e relaxado da sua mente.

2-Vou confessar segredos para o hipnoterapeuta

Mito!Quando se está hipnotizado fala-se apenas o que se quer, você não perde sua capacidade crítica.

3-Ficaria inconsciente, tenho medo!

Mito!Um estado inconsciente é como o estado de sono, por exemplo, e, neste estado, torna-se impossível qualquer trabalho.

4-Serei totalmente dominado pelo hipnoterapeuta

Mito!Toda hipnose é uma auto hipnose facilitada pelo hipnoterapeuta, além disto, o hipnotizado não perde a noção de quem é, aonde está e tem o controle de sair do próprio transe.

😉 Espero que você tenha gostado deste texto!Até a próxima!

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Hipnose reduz dor e ansiedade

Tratamento de dor e ansiedade com hipnose em Campinas

Auto-hipnose reduz dor e ansiedade durante procedimentos invasivos.
Por Alka Agrawal, PhD

O relaxamento auto-hipnótico de pacientes submetidos a procedimentos percutâneos vasculares e renais reduz a necessidade de medicação para a dor e o tempo de procedimento, além de tornar os pacientes mais estáveis hemodinamicamente.

Os achados foram reportados pela Dra. Elvira V. Lang, do Centro Médico Beth Deaconess e da Escola Médica de Harvard, em Boston, Massachusetts, e colaboradores de um estudo com 241 pacientes elegíveis randomizados para receber cuidados padrão, atenção estruturada ou relaxamento auto-hipnótico.

O primeiro grupo recebeu cuidado padrão constituído de droga para alívio da dor. Outro grupo recebeu cuidados constituídos de droga e atenção estruturada (ouvir atentamente o paciente e refrear sugestões negativamente carregadas de dor); e o terceiro grupo, além dos cuidados convencionais, recebeu técnicas de relaxamento e auto-hipnose.

Conforme reportado na edição de 29 de abril do The Lancet, o tempo médio dos procedimentos era significativamente mais curto para os pacientes do grupo de auto-hipnose (61 minutos) comparado ao grupo de cuidados padrão (78 minutos). O valor correspondente ao grupo da atenção estruturada estava no meio-termo.

Além disso, os pacientes do grupo padrão e do grupo de atenção estruturada relataram intensidade linearmente crescente de dor conforme o aumento da duração do procedimento, embora a inclinação da curva fosse menor no último grupo. A dor no grupo de hipnose não mudou ao longo do procedimento. O uso de drogas foi o mais alto nos pacientes que receberam cuidado padrão, mas foi reduzido à metade nos grupos de atenção e hipnose.

Os pesquisadores também observaram que uma quantidade significativamente menor de pacientes que realizaram a auto-hipnose tornou-se hemodinamicamente instável, comparados a pacientes dos outros grupos. Apenas um paciente do grupo de hipnose tornou-se hemodinamicamente instável, comparado a 10 pacientes do grupo de atenção e a 12 pacientes do grupo de cuidado padrão.

“Se o paciente é hemodinamicamente mais estável, significa que ocorrem menos alterações substanciais na pressão sanguínea, para mais ou para menos, o cirurgião pode se concentrar muito mais”, disse à Reuters Health a Dra. Lang. “Portanto, a espiral de stress, em que a ansiedade de uma pessoa na sala alimenta a de outra é realmente quebrada”.

Considerando os resultados “estimulantes”, acrescentou ela, “eu gostaria que todos os pacientes, de alguma forma, tivessem acesso à hipnose. Certamente, se eu tivesse um procedimento, é o que eu gostaria de ter”. Apesar da necessidade de psicólogos e de treinamento da equipe de enfermagem para incorporar a hipnose à sua prática, ela diz que uma análise de custos demonstrou que a técnica economiza US$140 por caso.

Fonte: Lancet

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Controle da dor x hipnose

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A “dor” acompanha o homem desde o seu surgimento no planeta, atormentando os indivíduos desde o seu nascimento até sua morte. Nos últimos tempos o controle da “dor”, tem sido alvo de inúmeras pesquisas científicas, a partir dos conhecimentos desenvolvidos e aplicados, sabemos que podemos controlá-la e até mesmo minimizá-la.

Podemos interpretar a “dor” como:  EMOCIONAL, FÍSICA   e PSICOSSOMÁTICA, sendo que as dores emocionais são uma forma de manifestação, onde o indivíduo procura se auto-punir para chamar atenção ou se introverter, derivada de processos que inicia numa carência afetiva seguindo até a depressão (se não houver controle, os indivíduos dotados desse descontrole, poderão desenvolver no seu organismo sérias doenças). As dores físicas são manifestação sensoriais indicando que algo está acontecendo no corpo físico. Finalmente as dores psicossomáticas fazem parte de um processo mental inconsciente, onde o indivíduo toma para si dores involuntárias, de pessoas e até de animais. A “dor” é um sinal de alerta que deve receber especial atenção e interpretação.

O controle da “dor” empregando a Hipnoterapia, tem encontrado grande aplicabilidade, tanto nos processos de dores FISICAS, MENTAIS e PSICOSSOMÁTICAS, está sendo utilizada de maneira crescente em grandes centros de referência de todo o mundo.

Os resultados terapêuticos com o emprego da Hipnoterapia, são conseguidos mediante o emprego de técnica de relaxamento profundo (onde o batimento cardíaco do paciente pode chegar a 21 pôr minuto), e sob o controle do terapeuta, são provocadas induções de analgesia, ocorrendo assim ajustes nos neurotransmissores dos limites de tolerância da “dor” e de fatores que desencadeiam o incômodo no paciente, como: agentes estressores como  medo, insegurança, insônia, desordens e transtornos físicos e psíquicos, suprimindo o processo da “dor”, liberando no organismo endorfinas, encefalinas e serotonina, os profissionais hipnólogos clínicos podem dispor de um mecanismo importante no tratamento e controle da “dor”, empregando métodos de condicionamentos externos (vide curso avançado). Infelizmente a medicina curativa ainda não aceita tais técnicas devido ao interesse farmacológico.

Com a Hipnoterapia, o indivíduo encontra uma perfeita reeducação e recondicionamento físico e mental, trazendo mais possibilidades às pessoas de um contato maior consigo mesma, e uma abertura para seu plano inconsciente, sendo tratamentos rápidos, eficientes e baratos, sem contra-indicações e efeitos colaterais.

Luiz Carlos Crozera

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Todos são capazes de entrar em transe?

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A Hipnose

Hipnose é um estado da mente que todos nós experimentamos, naturalmente, ao longo do dia. Por exemplo, ao dirigir o carro, você pode não se lembrar que está dirigindo, como se estivesse no piloto automático.

O estado hipnótico natural também acontece quando você lê um bom livro, envolve-se com um filme interessante ou em qualquer outra atividade onde todas as outras coisas parecem ter sido bloqueadas. Alguém pode conversar com você e você pode não escutá-lo.

Em qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração, automaticamente você se transfere para um estado hipnótico natural.

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Gastrite nervosa e hipnose

A gastrite se caracteriza por um processo inflamatório da camada de células que revestem internamente o estômago, também chamada de mucosa gástrica. As causas psíquicas, no caso o estresse e a ansiedade, levam a chamada gastrite nervosa.

A gastrite traz consigo diversos sintomas associados, como:

• Uma gastura ou sensação de fome, que na maioria das vezes, mesmo que o indivíduo se alimente, a fome não passa;
• Dor e queimação no estômago;
• Enjôo e náuseas;
• Pode provocar mal hálito;
• Uma sensação de estar “cheio”, ou se alimentado em excesso.
Com a hipnose, pode-se trabalhar principalmente causas emocionais, como o stress e a ansiedade. O objetivo é que o indivíduo aprenda a controlar seus níveis de stress ou se expor menos em ambientes estressantes, bem como diminuir a ansiedade. O relaxamento também traz muitos benefícios, e é realizado sempre que necessário para diminuir a excitação e mesmo a própria dor. É importante sempre estar verificando as causas, ou seja, por que está ocorrendo esta somatização, podendo assim possibilitar uma auto-percepção melhor por parte do paciente, perceber a forma que está agindo no meio onde vive, para que por si mesmo possa mudar, o que implicaria num ritmo de vida mais saudável, uma qualidade de vida melhor, mais equilibrada e mais tranquila.
Fonte: Revista Geração Saúde

Por Odair Comin

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Viagem no tempo

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.  

Por Paula Bianca de Oliveira

Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão ‘comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. “Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam ‘adormecidas’, mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento”, afirma o psicólogo e hipnoterapeuta Odair José Comin.

“Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida”, explica Comin. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.

Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias – passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. “Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar”, diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana – utilizada nesses tipos de tratamento – trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.

Técnica e Conteúdo

A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa – questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.

No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. “As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um  processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.

Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.

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Hipnose: revelação do inconsciente

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Por Ivanilde Sitta

Pode estar aí a solução para o seu problema. A hipnose tem sido utilizada  com sucesso no tratamento de diversas doenças físicas e emocionais

Esqueça aquelas cenas místicas envolvendo pêndulos e turbantes. Longe de ser uma prática de cinema, a hipnose é coisa séria e tem livrado muita gente de uma infinidade de distúrbios físicos e emocionais. É considerada também um santo remédio para aliviar a dor, inclusive as crônicas e a do câncer em fase terminal. Sua longa lista de aplicações terapêuticas conquistou até o aval da Organização Mundial de Saúde, que a recomenda como a melhor técnica operacional de terapia no tratamento de moléstias psiquiátricas e psicossomáticas. Reconhecida pelos conselhos federais de Medicina, Odontologia e Psicologia, é um procedimento comprovadamente eficaz e aplicado em mais de 70 países, segundo o psiquiatra Joel Priori Maia, presidente da Sociedade de Hipnose de São Paulo.

Combate à depressão

Sem contra-indicação e efeitos colaterais, a hipnose vem sendo apontada como uma arma poderosa na guerra contra depressão, ansiedade, fobias, impotência sexual, ejaculação precoce, enurese noturna, gagueira, asma, síndromes intestinais, alergias e até mesmo no tratamento de verrugas. Sua lista de atuação inclui ainda baixo rendimento escolar e hiperatividade em crianças, ativação da memória, distúrbios alimentares, dependência química e muitos outros problemas físicos e mentais.

Não se trata de milagre nem mágica. Até mesmo a medicina tradicional já está consciente da ligação corpo e mente no desenvolvimento das doenças. De acordo com o psicólogo Odair José Comin, o sistema imunológico é diretamente afetado pelas emoções e sentimentos. Sensações de medo, ódio e ressentimento, por exemplo, resultam quase sempre em doenças. “O tratamento com a hipnose auxilia no controle dessas emoções e o paciente aprende a lidar melhor com seus problemas”, esclarece.

Você tem medo de quê?

Veja o caso das fobias, por exemplo. Tem gente que não pisa num avião ou elevador, outros entram em pânico ao ver uma simples barata e há aqueles que jamais se imaginam num lugar fechado. As fobias nada mais são do que medos irracionais de alguma coisa ou lugar específico. Por meio da hipnose, o paciente é levado a buscar as causas desse medo e a desenvolver meios de aprender a enfrentar e superá-los.

A hipnose, segundo especialistas, ajuda a encontrar as verdadeiras raízes do problema. Até pode ser que seu medo de água esteja relacionado à história do afogamento do seu avô. Mas, segundo o terapeuta de hipnose Jean Jacques Buhannic, a maioria dos problemas nasce de sentimentos e vivências banais ocorridos na primeira infância e que nunca foram trabalhados. Por exemplo: o ciúme infantil que você sentia toda vez que via sua mãe dar banho no seu irmão caçula. “A maioria dos problemas é originada na primeira infância. Assim que sua origem for detectada, o problema tende a desaparecer”, garante Buhannic.

Mas como isso acontece?

Apesar de ser uma técnica milenar e estudada a fundo pela Ciência nas últimas décadas, ainda não se conhece completamente os mecanismos cerebrais envolvidos no estado hipnótico. Sabe-se, porém, que a hipnose é um estado alterado de consciência (semelhante ao sono) produzido artificialmente. De acordo com o psiquiatra Priori Maia, o paciente permanece entre a vigília e o sono, induzido por meio de uma estimulação leve, rítmica, monótona e persistente.

Durante o transe, a atenção, concentração e memória do paciente ficam em estado de alerta, permitindo acesso mais fácil aos dados registrados no inconsciente. É possível relembrar informações do passado, por exemplo, que estavam esquecidas pelo consciente. Nesse instante do tratamento, esses dados são explorados com a ajuda do médico ou terapeuta para beneficiar o paciente.  “Ainda há muito a ser pesquisado e estudado. Mas na medida que os trabalhos avançam, aumenta a credibilidade em relação à técnica”, observa o psicólogo Odair José Comin, ao acrescentar que cientistas que estudam os fenômenos da hipnose vêm conseguindo grandes avanços na área.

Um dos trabalhos, desenvolvido em conjunto pelas universidades americanas de Harvard e Stanford, dá uma idéia de como a técnica atua no cérebro humano. Dezesseis voluntários foram colocados em frente à tela do computador para observar imagens coloridas. Depois de hipnotizados, eles foram sugestionados a ver as mesmas imagens, só que na cor cinza. E foi o que aconteceu, pois nesse momento, o cérebro ativou a região que inibe a visão das cores.

“Sem nenhuma possibilidade de fraude ou farsa, o cérebro passou a ver em preto e branco”, relata Comin. Mais tarde, os mesmos voluntários foram induzidos a enxergar cores em lugares onde não existiam. Mais uma vez, os resultados confirmaram que o cérebro estava mesmo vendo colorido.

Na mira da hipnose

Especialistas garantem que é possível hipnotizar, em maior ou menor grau,  cerca de 95% da população. Existem várias etapas na hipnose. Primeiro, o paciente é levado a sentir que seus músculos ficam pesados, por exemplo, e que fica difícil levantar um braço. Depois, as sugestões passam para um nível sensorial, quando ele pode sentir calor ou frio, ainda que a temperatura ambiente continue amena. Por fim, o hipnotizador induz o paciente a ingressar na esfera afetivo-emocional. Nesse momento, as lembranças escondidas no inconsciente podem começar a surgir. “Quanto mais profunda for a etapa atingida pelo paciente durante o procedimento, maior o seu benefício terapêutico”, esclarece Priori Maia.

Mas, seja qual for a fase atingida no transe hipnótico, os resultados são mais eficientes do que os alcançados em estado de vigília, ou seja, com o paciente completamente consciente e acordado. Isso porque a hipnose produz um relaxamento físico e mental que já se evidencia nas etapas superficiais, aumentando à medida em que ocorre o aprofundamento do transe.

Desvendando os mitos 

Se você se interessou pela hipnose, mas continua resistindo à técnica por uma série de receios, sossegue. Especialistas garantem que ninguém sujeito à hipnose corre o risco de não acordar do transe. Um simples abrir de olhos é suficiente para voltar ao estado normal. Asseguram também que, em hipótese alguma, a técnica tem poder de alterar o comportamento do paciente a ponto de levá-lo a tomar atitudes que vão contra seus próprios conceitos. Ou seja: mesmo hipnotizado, você é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões como assaltar um banco ou tirar a roupa em público, ou qualquer coisa contrária aos seus valores morais e éticos.

Mitos e preconceitos como esses, em certo ponto, têm até razão de ser. Ao longo do século 20, a hipnose foi vista com ceticismo e descrédito principalmente por causa da ação de charlatães que se apresentam em praça pública, transformando a possível terapia em espetáculo de mágica. Hoje, essa prática é proibida em muitos países.

A hipnose foi olhada com reservas pelo próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud, que não poupou críticas à técnica. Mas, depois da Segunda Guerra Mundial, ela voltou com força redobrada, apoiada como método válido pelas principais entidades médicas internacionais. É que, durante o conflito que durou de 1939 a 1945, os médicos de algumas frentes de batalha, sem acesso a anestésicos, realizavam cirurgias utilizando apenas a hipnose para combater a dor. A primeira sociedade científica de hipnose da qual se tem notícia no Brasil foi instalada pelo Imperador D. Pedro II, em 1887, sob a denominação de Sociedade do Magnetismo Animal e do Jury Magnético do Rio de Janeiro.

Principais dúvidas

Conheça as principais dúvidas e veja até que ponto elas têm fundamento:

· O paciente pode ser hipnotizado contra a vontade?

Não. Só se hipnotiza uma pessoa com seu próprio consentimento. O hipnotizador não tem controle sobre o hipnotizado, que não fará ou falará nada que não quiser.

· O paciente fica inconsciente?

Não. Ele escuta, pode falar e se lembra de tudo.

· Há risco de não acordar?

Não. Depois de algum tempo sem a interferência do hipnotizador, o paciente sai sozinho da hipnose ou passa para um estado de sono natural.

· É possível revelar segredos?

O paciente é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões que não aceitaria em seu estado natural. Ou seja, ele não falará se não quiser.

· O hipnotizador pode dominar minha mente e me obrigar a praticar atos contra a minha vontade?

Tolice. A sua mente só vai aceitar ordens que não interfiram em seu comportamento ou moral. O acordo entre você e o hipnotizador acaba quando os seus princípios são contrariados. Como? O transe simplesmente se encerra ou você entra num estado de agitação que acaba por interrompê-lo. Não há casos relatados e provados de controle da mente por meio da hipnose.

Dentro da lei

A hipnose não é um procedimento alternativo de terapia. Isso quer dizer que seu emprego é legal e está regulamentado pelos seguintes conselhos:

Cirurgiões Dentistas: artigo 6º da lei 5081 de 1966

Conselho Federal de Medicina: parecer nº 42/99 de 20 de agosto de 1999

Conselho Federal de Psicologia: resolução nº 013/00 de dezembro de 2000

 

Matéria extraída da Revista Coop
Março de 2004.

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