A hipnose no tratamento da depressão

bem-estar

 

Olá! Aqui é a Milena Ferreira, psicóloga e hipnoterapeuta. Hoje eu estou aqui para falar com você sobre depressão.

Mas antes de começar, você sabe qual é a diferença entre depressão e tristeza?

Sentimentos como raiva, alegria, saudade, tristeza, medo, são comuns a todos nós. Tem dias que acontece algo ruim nas nossas vidas e ficamos tristes com isto, horas depois ou no outro dia começamos a melhorar, a tristeza passa e somos capazes de experimentar bons sentimentos.

Quando a pessoa tem depressão é diferente. É como se todos os dias fossem nublados, sem graça, as coisas boas da vida passam despercebidas e as coisas ruins são vistas com uma lente de aumento. A vida perde o brilho…

Bom, mas o que causa a depressão? As causas variam de pessoa para pessoa, geralmente está ligada a um ou mais acontecimentos vividos ou a uma situação atual. A depressão acaba causando alterações na química do cérebro e, por isto, o melhor tratamento sempre é o psicológico e o psiquiátrico juntos, para que, assim, a recuperação aconteça de modo eficaz.

A hipnose é recomendada para o tratamento da depressão, com as técnicas de hipnose é possível ajudar a pessoa a olhar os fatos que são marcantes e causaram a depressão, de outro modo, fortalecendo o indivíduo para que seu estado natural e saudável seja retomado e que, sua vida, possa seguir de modo mais equilibrado.

Milena Flávia Araújo de Menezes Ferreira. Psicóloga CRP 06/111513

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Hipnose reduz dor e ansiedade

Tratamento de dor e ansiedade com hipnose em Campinas

Auto-hipnose reduz dor e ansiedade durante procedimentos invasivos.
Por Alka Agrawal, PhD

O relaxamento auto-hipnótico de pacientes submetidos a procedimentos percutâneos vasculares e renais reduz a necessidade de medicação para a dor e o tempo de procedimento, além de tornar os pacientes mais estáveis hemodinamicamente.

Os achados foram reportados pela Dra. Elvira V. Lang, do Centro Médico Beth Deaconess e da Escola Médica de Harvard, em Boston, Massachusetts, e colaboradores de um estudo com 241 pacientes elegíveis randomizados para receber cuidados padrão, atenção estruturada ou relaxamento auto-hipnótico.

O primeiro grupo recebeu cuidado padrão constituído de droga para alívio da dor. Outro grupo recebeu cuidados constituídos de droga e atenção estruturada (ouvir atentamente o paciente e refrear sugestões negativamente carregadas de dor); e o terceiro grupo, além dos cuidados convencionais, recebeu técnicas de relaxamento e auto-hipnose.

Conforme reportado na edição de 29 de abril do The Lancet, o tempo médio dos procedimentos era significativamente mais curto para os pacientes do grupo de auto-hipnose (61 minutos) comparado ao grupo de cuidados padrão (78 minutos). O valor correspondente ao grupo da atenção estruturada estava no meio-termo.

Além disso, os pacientes do grupo padrão e do grupo de atenção estruturada relataram intensidade linearmente crescente de dor conforme o aumento da duração do procedimento, embora a inclinação da curva fosse menor no último grupo. A dor no grupo de hipnose não mudou ao longo do procedimento. O uso de drogas foi o mais alto nos pacientes que receberam cuidado padrão, mas foi reduzido à metade nos grupos de atenção e hipnose.

Os pesquisadores também observaram que uma quantidade significativamente menor de pacientes que realizaram a auto-hipnose tornou-se hemodinamicamente instável, comparados a pacientes dos outros grupos. Apenas um paciente do grupo de hipnose tornou-se hemodinamicamente instável, comparado a 10 pacientes do grupo de atenção e a 12 pacientes do grupo de cuidado padrão.

“Se o paciente é hemodinamicamente mais estável, significa que ocorrem menos alterações substanciais na pressão sanguínea, para mais ou para menos, o cirurgião pode se concentrar muito mais”, disse à Reuters Health a Dra. Lang. “Portanto, a espiral de stress, em que a ansiedade de uma pessoa na sala alimenta a de outra é realmente quebrada”.

Considerando os resultados “estimulantes”, acrescentou ela, “eu gostaria que todos os pacientes, de alguma forma, tivessem acesso à hipnose. Certamente, se eu tivesse um procedimento, é o que eu gostaria de ter”. Apesar da necessidade de psicólogos e de treinamento da equipe de enfermagem para incorporar a hipnose à sua prática, ela diz que uma análise de custos demonstrou que a técnica economiza US$140 por caso.

Fonte: Lancet

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Pré-cirurgia

pré cirurgia e hipnose

No momento em que uma cirurgia é marcada, começam a ser desencadeados diferentes processos mentais, e isso dependerá de cada indivíduo e da gravidade da cirurgia em si. Um dos processos é a ansiedade, ou seja, um medo desse futuro incerto que não tem-se nenhum controle, e o máximo a fazer é confiar na equipe médica. Outro, é a angústia desencadeada internamente, um medo que não se sabe exatamente de onde vem, apenas é sentido como um vazio. Provavelmente venha de crenças internas que não estão conscientes, são processos não percebidos ou inconscientes que desconhecemos e que nos provoca tal sentimento. Mesmo porque qualquer cirurgia pode oferecer riscos.

Em nossa mente pode-se travar um duelo entre expectativa versus realidade. Por um lado, a expectativa que pode ser de um quadro em que venha a sentir muita dor durante o processo de cirurgia. Por outro lado, a própria realidade que será dolorosa ou talvez não. A espera de que algo ruim aconteça, pode agravar ainda mais a situação, do contrário, o indivíduo pode ir mais fortalecido para a cirurgia. Também é fator importante se a pessoa já passou por outras cirurgias, e seu estado atual terá muita relação com o anterior, positivo ou negativo.

Tratamento e bem-estar com a hipnose

A hipnose pode ser um ótimo mediador desses conflitos internos, buscando uma solução mais saudável, proporcionando um fortalecimento do paciente, para que possa ultrapassar essa ponte, entre a pré-cirurgia e o ato cirúrgico em si com sucesso. É claro que é preciso levar em consideração um medo real de que, o que pode estar em jogo é a própria vida do paciente. A hipnose terá resultados tanto no manejo da ansiedade e da angústia, assim como das expectativas e da realidade. O objetivo é possibilitar àquele que sofre com essa situação, um conhecimento maior de seus processos internos e a busca do equilíbrio, processos estes condizentes com a realidade, além de possibilitar o fortalecimento de si mesmo.

Odair Comin

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Controle da dor x hipnose

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A “dor” acompanha o homem desde o seu surgimento no planeta, atormentando os indivíduos desde o seu nascimento até sua morte. Nos últimos tempos o controle da “dor”, tem sido alvo de inúmeras pesquisas científicas, a partir dos conhecimentos desenvolvidos e aplicados, sabemos que podemos controlá-la e até mesmo minimizá-la.

Podemos interpretar a “dor” como:  EMOCIONAL, FÍSICA   e PSICOSSOMÁTICA, sendo que as dores emocionais são uma forma de manifestação, onde o indivíduo procura se auto-punir para chamar atenção ou se introverter, derivada de processos que inicia numa carência afetiva seguindo até a depressão (se não houver controle, os indivíduos dotados desse descontrole, poderão desenvolver no seu organismo sérias doenças). As dores físicas são manifestação sensoriais indicando que algo está acontecendo no corpo físico. Finalmente as dores psicossomáticas fazem parte de um processo mental inconsciente, onde o indivíduo toma para si dores involuntárias, de pessoas e até de animais. A “dor” é um sinal de alerta que deve receber especial atenção e interpretação.

O controle da “dor” empregando a Hipnoterapia, tem encontrado grande aplicabilidade, tanto nos processos de dores FISICAS, MENTAIS e PSICOSSOMÁTICAS, está sendo utilizada de maneira crescente em grandes centros de referência de todo o mundo.

Os resultados terapêuticos com o emprego da Hipnoterapia, são conseguidos mediante o emprego de técnica de relaxamento profundo (onde o batimento cardíaco do paciente pode chegar a 21 pôr minuto), e sob o controle do terapeuta, são provocadas induções de analgesia, ocorrendo assim ajustes nos neurotransmissores dos limites de tolerância da “dor” e de fatores que desencadeiam o incômodo no paciente, como: agentes estressores como  medo, insegurança, insônia, desordens e transtornos físicos e psíquicos, suprimindo o processo da “dor”, liberando no organismo endorfinas, encefalinas e serotonina, os profissionais hipnólogos clínicos podem dispor de um mecanismo importante no tratamento e controle da “dor”, empregando métodos de condicionamentos externos (vide curso avançado). Infelizmente a medicina curativa ainda não aceita tais técnicas devido ao interesse farmacológico.

Com a Hipnoterapia, o indivíduo encontra uma perfeita reeducação e recondicionamento físico e mental, trazendo mais possibilidades às pessoas de um contato maior consigo mesma, e uma abertura para seu plano inconsciente, sendo tratamentos rápidos, eficientes e baratos, sem contra-indicações e efeitos colaterais.

Luiz Carlos Crozera

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Antes vista com desconfiança, a hipnose ganha espaço em hospitais e clínicas

Mundialmente conhecido como pai da psicanálise, o severo Sigmund Freud não deixa de ser um filho da hipnose. O jovem médico judeu-austríaco viu na hipnoterapia praticada pelo doutor Jean Martin Charcot, em Paris – de quem foi estagiário –, a possibilidade para driblar o consciente, atingir o inconsciente e tratar a histeria.

Com a ajuda da hipnose, Freud se convenceu de que nem sempre os Por Renata Valério de Mesquita sintomas tinham causa orgânica, e propôs que poderiam ter origem psicológica Algumas teorias, entretanto, dizem que o psicanalista foi um filho ingrato. Apesar de usar no seu consultório diferentes técnicas de hipnoterapia, afirma-se que ele terminou por denegrir a técnica para elevar a psicanálise.

O fato é que ao longo da história da medicina, cada vez que um médico ou um neurologista trazia à tona a cura por meio do transe hipnótico, o mundo científico tratava de abafar sua repercussão – mais ou menos como o cristianismo rotulou de “feitiçaria” a hipnose relatada já no ano 1.552 antes de Cristo, no Papiro de Ebers, egípcio.

Nos dias de hoje, a técnica vem ganhando espaço em instituições médicas de respeito. Nos Estados Unidos, já adotaram o hipnotismo hospitais como o Stanford Hospital, Cleveland Clinic, Mount Sinai Medical Center, Memorial Sloan-Kettering Cancer Center e o Beth Israel Medical Center, de Nova York.

No Brasil, o Hospital do Câncer, o Hospital das Clínicas e o Hospital do Servidor Público Municipal, de São Paulo, e a Clínica Cedirp, de Ribeirão Preto (SP), aplicam a técnica como reforço no tratamento de doenças e no relaxamento para a hora de exames e de cirurgias.

Reconhecida no país pelos Conselhos Federais de Psicologia, Medicina e Odontologia, a hipnose está sendo usada em inúmeros casos. Dores crônicas, ansiedade, controle de peso, fobias, dependência alcoólica, de drogas e tabaco, insônia, vitiligo e asma, só para citar alguns.
Recurso auxiliar

Isso não quer dizer que a revalorização possa converter a hipnose em panaceia. Dificilmente a técnica é usada como único recurso. Na verdade, funciona como uma ferramenta complementar. O transe hipnótico deixa a pessoa mais relaxada e suscetível a sugestões de sensações, percepções e mudanças de comportamento.

Entretanto, pode ser difícil se entregar, por mais macia que seja a voz do hipnotizador, ou por mais sonífero que seja o movimento pendular de um objeto. Além disso, pesam o medo da subjugação a outra pessoa e a desconfiança quanto aos reais resultados da metodologia. O estigma de charlatanismo associado ao hipnotismo cria resistências que podem travar o processo.

Há pesquisas recentes sobre a eficácia do método. Um estudo realizado por radiologistas da Harvard Medical School (Adjunctive non-pharmacological analgesia for invasive medical procedures) mostra que, entre 241 pacientes analisados, aqueles sob o efeito da hipnose exigiram menos medicação, tiveram menos complicações durante a cirurgia e suas operações foram mais curtas em comparação com os não hipnotizados.

Outros estudos da Escola de Medicina da Universidade de Stanford (de 2012) e da Universidade de Genebra (2009), com ressonância magnética funcional, comprovaram um efetivo funcionamento diferenciado no cérebro hipnotizado.

Para os conhecedores do tema, a hipnose é um estado de absoluta atenção, não muito diferente de um momento de completa absorção nos próprios pensamentos, na leitura de um livro ou em um bom filme – quando o resto do mundo como que ‘desaparece’. Mas nada tem a ver com as histórias contadas pelas produções de cinema que envolvem hipnotismo, como Em Transe, O Gabinete do Dr. Caligari, O Escorpião de Jade e O Amor é Cego.
Poder de sugestão

Marcos Francoti, terapeuta holístico paulista especializado em hipnoterapia, acredita que, além dos filmes, a hipnose de palco – usada em apresentações para impressionar o público – é a grande responsável pela rejeição ao método. “Parece que é tudo armado. Assim fica mais difícil acreditar que a técnica possa fazer diferença em um problema real.”

Francoti ressalta que na hipnose nada acontece sem a concordância do paciente. “Se eu mandar você assinar um cheque de 50 mil reais, você não vai se deixar levar pela hipnose. Mas se você realmente quiser emagrecer ou parar de fumar, daí sim o hipnólogo pode ajudar”, explica Francoti.

O designer Leonardo Bussadori resolveu experimentar a técnica como terapia de emagrecimento. Assumidamente cético, Bussadori afirma que não caiu em um sono profundo, como muitos imaginam. Ficou consciente durante toda a primeira sessão de hipnoterapia com Francoti e não sentiu as sensações de calor nos pés sugeridas.

“Eu era todo ouvidos, mas às vezes tinha vontade de fazer uma piada”, relata. “Só comecei a ficar mais interessado quando, nos dias seguintes, senti que a compulsão pela comida tinha afrouxado um pouco”, admitiu. Até o fechamento desta edição, estavam previstas mais duas sessões.

Tratamentos de saúde, assim como o preparo para exames e cirurgias, podem tomar várias sessões e devem ser realizados com profissionais credenciados e capacitados por cursos reconhecidos no mercado.

O psicólogo de Chicago Edward Frischholz, autor de mais de 50 estudos sobre hipnose clínica e experimental, gosta de alertar que a hipnose é como o bisturi de um cirurgião. Nas mãos certas pode salvar vidas, mas nas erradas pode causar estragos.

Por Renata Valério de Mesquita

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Todos são capazes de entrar em transe?

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A Hipnose

Hipnose é um estado da mente que todos nós experimentamos, naturalmente, ao longo do dia. Por exemplo, ao dirigir o carro, você pode não se lembrar que está dirigindo, como se estivesse no piloto automático.

O estado hipnótico natural também acontece quando você lê um bom livro, envolve-se com um filme interessante ou em qualquer outra atividade onde todas as outras coisas parecem ter sido bloqueadas. Alguém pode conversar com você e você pode não escutá-lo.

Em qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração, automaticamente você se transfere para um estado hipnótico natural.

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Gastrite nervosa e hipnose

A gastrite se caracteriza por um processo inflamatório da camada de células que revestem internamente o estômago, também chamada de mucosa gástrica. As causas psíquicas, no caso o estresse e a ansiedade, levam a chamada gastrite nervosa.

A gastrite traz consigo diversos sintomas associados, como:

• Uma gastura ou sensação de fome, que na maioria das vezes, mesmo que o indivíduo se alimente, a fome não passa;
• Dor e queimação no estômago;
• Enjôo e náuseas;
• Pode provocar mal hálito;
• Uma sensação de estar “cheio”, ou se alimentado em excesso.
Com a hipnose, pode-se trabalhar principalmente causas emocionais, como o stress e a ansiedade. O objetivo é que o indivíduo aprenda a controlar seus níveis de stress ou se expor menos em ambientes estressantes, bem como diminuir a ansiedade. O relaxamento também traz muitos benefícios, e é realizado sempre que necessário para diminuir a excitação e mesmo a própria dor. É importante sempre estar verificando as causas, ou seja, por que está ocorrendo esta somatização, podendo assim possibilitar uma auto-percepção melhor por parte do paciente, perceber a forma que está agindo no meio onde vive, para que por si mesmo possa mudar, o que implicaria num ritmo de vida mais saudável, uma qualidade de vida melhor, mais equilibrada e mais tranquila.
Fonte: Revista Geração Saúde

Por Odair Comin

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Hipnose na cura de doenças

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Diferente do que muita gente pensa, o método não foi criado para realização de shows e espetáculos, mas sim para tratar problemas psicossomáticos e outras doenças

Por Carolina Tavares

“Quando eu contar até três, você vai cair no sono…” Como mágica, uma pessoa comum fecha os olhos e fica disponível para que com ela seja feito aquilo que o profissional quiser, correto? Errado!

A hipnose não é realizada para que alguém tenha poder sobre o outro. Ao contrário disso, apenas será feito aquilo que o inconsciente do hipnotizado permitir. Na verdade, a técnica não tem como princípio ser instrumento de shows e sim de fazer parte de um tratamento terapêutico para doenças psicossomáticas de origem emocional.

Durante o transe, o paciente consegue quebrar de tal forma os próprios limites e crenças, que fica suscetível a novos experimentos e outras idéias. O especialista no assunto Dr. Bispo, que realiza o procedimento desde os 9 anos, explica que, na hipnose, são realizadas alterações na consciência.

A concentração da parte racional do cérebro faz com o paciente vá perdendo a noção do que se passa em volta dele. Dessa forma, são bloqueadas as ações conscientes e o inconsciente passa a agir. “É como quando você está dirigindo por um caminho que já conhece faz tempo. Pensando em outras coisas, quando você menos espera já está em casa, pois o seu inconsciente dirigiu por você”, explica Dr. Bispo.

De acordo com o médico, o relaxamento é uma das melhores maneiras de se chegar à hipnose. Você pode conversar com a pessoa sobre um assunto que a distraia e gerar um grau de confusão na cabeça dela. Num determinado momento, ela entra em estado de quase sono, mas não chega a estar dormindo.

O especialista em medicina psicossomática e hipnose clínica, Leonard F. Verea, conta que o objetivo da hipnose é criar uma ligação com o inconsciente. “A nossa mente possui um lado racional e um emocional. Esse último é quem condiciona a nossa vida em situações que não podemos controlar, como ficar vermelho ou se apaixonar”.

Quando a razão não aceita coisas que a emoção faz acontecer, a mente acaba em conflito e os problemas são gerados. É aí que entra a hipnose para ajudar a resolver esses conflitos diretamente na fonte do problema.

Como se faz?

O que é?
“A hipnose é um conjunto de fenômenos específicos e naturais da mente, que produzem diferentes impactos, tanto físicos como psíquicos. Esses fenômenos poderão ser induzidos ou auto-induzidos através de estímulos provenientes dos cinco sentidos, sejam eles conscientes ou não”. Odair J. Comin

Há dois tipos básicos de hipnose. As técnicas indutivas da hipnose tradicional se utilizam da comunicação verbal através de sugestões dirigidas às estruturas conscientes da mente da pessoa. Já na hipnose dinâmica, o processo é realizado através de atos comunicativos dirigidos às estruturas inconscientes.

As diferenças não param por aí. No primeiro caso, são necessários de 20 a 30 minutos para a indução, já no segundo, três ou quatro minutos é o suficiente.

O psicólogo e especialista Odair José Comin explica que há várias formas de se chegar ao estado hipnótico. Uma delas é a diminuição dos estímulos externos, por isso pede-se para o paciente fechar os olhos. Também existe o relaxamento, principalmente corporal. O cansaço também pode levar à indução, sendo a técnica mais utilizada na hipnose clássica, quando a pessoa passa a olhar para um ponto específico, fechando e abrindo os olhos ou seguindo um pêndulo.

A atenção dirigida é mais uma técnica que leva ao processo hipnótico e inclui sugerir ao paciente que entre em contato com algumas imagens, como uma praia, um campo ou outra que dê prazer à pessoa. Outra forma é a confusão, servindo para que se possa quebrar o padrão lógico que a mente tem do problema, conduzindo posteriormente a uma solução. Por último, está o transe, na medida em que se dirige o pensamento para um ponto específico com um pensar intenso.

O mestre em hipnoterapia pelo Instituto Milton Erickson do México, Marco Paulo Alvim Reis, afirma que “todas as técnicas, basicamente, levam ao estreitamento do campo da consciência do sujeito, de modo que o terapeuta passa a ser o foco principal de atenção”.

Os profissionais autorizados a aplicar o procedimento são psicólogos, médicos ou dentistas. Um dos benefícios é a rapidez na cura. Os especialistas contam que, segundo pesquisas, o processo consegue resultados mais rápidos que qualquer outro tipo de terapia, por ser centrado na solução do problema específico, além de possibilitar relaxamento terapêutico e o auto-conhecimento.

Teoricamente, todos podem ser hipnotizados, desde que o responsável saiba o método viável para cada paciente. As pessoas que dificilmente serão conduzidas ao estado são aquelas com dificuldade em articular os próprios pensamentos, como doentes mentais graves, psicóticos ou pessoas com lesões cerebrais.

Para os profissionais que queiram aplicar a hipnose, existem cursos específicos, como os dos vários institutos Milton Erickson espalhados pelo Brasil.

“A hipnose vem como um intermediador dos diferentes níveis de armazenamento de informações, podendo trazer à tona lembranças há muito esquecidas, que podem ser revividas e ressignificadas, o que poderá auxiliar na mudança e transformação do paciente”, completa Comin.
Fonte: Site Guia da Semana

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Em transe contra a dor

dor

 

Desafiando velhos mitos, a hipnose seduz a comunidade científica e ganha espaço nos consultórios médicos e odontológicos.

Por Lívia Filadelfo

“O objetivo da hipnose não é apenas eliminar a dor, pois ela pode estar indicando alguma doença, como um câncer. Se simplesmente a eliminamos, op paciente não sentirá mais dor e o problema não será tratado. Para isso, a terapia com hipnose não dispensa o diagnóstico e tratamento médico”, destaca o psicólogo e especialista em hipnose Odair José Comin. Segundo ele, dores agudas e de curta duração, em geral, indicam uma debilidade física real, de causa orgânica. Dores crônicas de longa duração têm, muitas vezes, fundo psicológico. “inconscientemente, a dor pode estar sendo provocada pelo próprio individuo para chamar a atenção de alguém. Através da hipnose, ele descobrirá como pode conquistar o carinho dessa pessoa de outra maneira”, explica Comin.

Consciência Total

Apesar dos benefícios cientificamente comprovados da hipnose, mitos e crenças, além da ação de charlatões, ainda dificultam a difusão da técnica. Não há contra-indicação, efeitos colaterais, dependência ou agressão ao paciente durante a hipnose. O paciente fica ciente de tudo o que acontece durante a sessão e ouve tudo o que o hipnoterapeuta diz. Nada é feito contra a vontade do paciente, pois ele é quem mantém seu próprio controle. “Algumas pessoas têm medo, principalmente em função dos mitos criados em torno da hipnose. Na primeira consulta, são esclarecidas todas as dúvidas e, em geral, na segunda ou terceira sessão o paciente está confiante no tratamento, pois os efeitos são imediatos”, afirma Comin.

Fonte: Revista Hipnose
Editora Qualidade de Vida – Edição nº 02 – 2006.

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Viagem no tempo

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.  

Por Paula Bianca de Oliveira

Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão ‘comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. “Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam ‘adormecidas’, mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento”, afirma o psicólogo e hipnoterapeuta Odair José Comin.

“Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida”, explica Comin. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.

Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias – passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. “Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar”, diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana – utilizada nesses tipos de tratamento – trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.

Técnica e Conteúdo

A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa – questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.

No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. “As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um  processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.

Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.

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