Retomando o bem estar

Olá!Aqui é a Milena Ferreira, psicóloga e hipnoterapeuta, hoje estou aqui com você para dividir um áudio de relaxamento, para você que tem ansiedade, está sentindo os efeitos do estresse no seu dia a dia, talvez seja um bom momento para fazer uma breve pausa, fechar os olhos e relaxar!:)

Instruções: Ouça preferencialmente com fones de ouvido, encoste em algum lugar ou deite, feche os olhos e aproveite;)!

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Hipnose-Transformando vidas!

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Olá! Aqui quem fala é a Milena Ferreira, psicóloga e hipnoterapeuta Ericksoniana.

Você sabe o que é a hipnose e como ela pode ajudar você a transformar sua vida para melhor?

A hipnose é um estado muito relaxado e focado. Neste estado você está sempre CONSCIENTE, ao contrário do que muitos pensam. Este estado focado e relaxado pode ajudar você de várias formas, mas antes de entrar neste ponto é preciso que você entenda que nós aprendemos de duas maneiras. Uma maneira é pela intensidade da experiência, por exemplo, quando uma pessoa bate o carro uma vez e sente medo de dirigir novamente, ela aprendeu algo ruim, que dirigir é perigoso ou ruim, devido a uma única experiência. Outra forma que aprendemos é pela repetição da experiência, como quando aprendemos a matemática por exemplo.

O foco da hipnose vai proporcionar a intensidade da experiência e, com isto, é possível aprender a olhar as coisas de outro modo, ressignificando sua vida.

Outra técnica bastante utilizada, e mais conhecida, é a regressão. Regredir é relembrar de qualquer coisa antes do hoje. Com a regressão, o paciente “volta” nas causas dos problemas, tratando as mesmas. É como ir tratando feridas abertas.

O benefício maior, que vejo, com a hipnose, é que estas técnicas funcionam mais rápido que a psicoterapia tradicional e, com isto, o paciente ganha em tempo de terapia e em qualidade de vida.

Talvez, agora, você esteja se perguntando o que a hipnose pode tratar. Ela trata tudo que a psicoterapia tradicional também trata, como: Depressão, estresse, traumas, fobias, ansiedade, síndrome do pânico, timidez (se incomoda, pois, em si, não é problema), ejaculação precoce, impotência, etc.

Além de tratar efeitos colaterais da quimioterapia, dores crônicas, preparar para concursos públicos, etc.

Saiba mais em http://www.milenaferreira.net

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A hipnose no tratamento da depressão

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Olá! Aqui é a Milena Ferreira, psicóloga e hipnoterapeuta. Hoje eu estou aqui para falar com você sobre depressão.

Mas antes de começar, você sabe qual é a diferença entre depressão e tristeza?

Sentimentos como raiva, alegria, saudade, tristeza, medo, são comuns a todos nós. Tem dias que acontece algo ruim nas nossas vidas e ficamos tristes com isto, horas depois ou no outro dia começamos a melhorar, a tristeza passa e somos capazes de experimentar bons sentimentos.

Quando a pessoa tem depressão é diferente. É como se todos os dias fossem nublados, sem graça, as coisas boas da vida passam despercebidas e as coisas ruins são vistas com uma lente de aumento. A vida perde o brilho…

Bom, mas o que causa a depressão? As causas variam de pessoa para pessoa, geralmente está ligada a um ou mais acontecimentos vividos ou a uma situação atual. A depressão acaba causando alterações na química do cérebro e, por isto, o melhor tratamento sempre é o psicológico e o psiquiátrico juntos, para que, assim, a recuperação aconteça de modo eficaz.

A hipnose é recomendada para o tratamento da depressão, com as técnicas de hipnose é possível ajudar a pessoa a olhar os fatos que são marcantes e causaram a depressão, de outro modo, fortalecendo o indivíduo para que seu estado natural e saudável seja retomado e que, sua vida, possa seguir de modo mais equilibrado.

Milena Flávia Araújo de Menezes Ferreira. Psicóloga CRP 06/111513

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Como a hipnose pode ajudar você a acabar com a ansiedade

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Olá!Aqui é a Milena Ferreira, psicóloga e hipnoterapeuta. Hoje eu estou aqui para falar com você sobre como a hipnose pode ajudar você no controle da ansiedade.

Bom, primeiro é importante que você saiba que a ansiedade é algo normal e é preciso ter uma boa dose de ansiedade para levar a vida. Já pensou se você estivesse andando pela rua e um carro surgisse em alta velocidade na sua direção?Você teria que agir rápido ou seria atropelado!Nada de ter calma nesta hora!

Pois é…o problema é quando a ansiedade aparece em situações nas quais ela não é necessária. É aí que a hipnose entra para ajudar você a tratar as causas desta ansiedade, saber quais são os motivos dela estar aparecendo em momentos em que não é preciso. Muitas vezes se trata de como você lida com os problemas. Outras vezes estas causas são ligadas a traumas, e existe, também, a modernidade e o estilo de vida que veio com ela é bastante estressante.

Num estado de transe você pode aprender coisas novas , além de tratar “as feridas” que estão causando a ansiedade, levando, assim, uma vida mais leve.

A psicologia é uma ciência que promove saúde e bem-estar, se você deseja saber mais sobre a hipnose acompanhe o blog http://www.hipnoseemcampinas.com ou entre em contato pelo e-mail milenamenezesferreira@gmail.com tirando suas dúvidas!

Um forte abraço!

Milena Flávia Araújo de Menezes Ferreira-Atendimento presencial e online

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Mitos sobre a hipnose

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Mitos sobre a hipnose

A hipnose pode ser considerada uma terapia ativa. O paciente é o agente ativo da sua terapia. O terapeuta ajuda o paciente. A hipnose é sempre auto-hipnose!

Existem muitos conceitos falsos quanto a hipnose. Menciono abaixo, alguns deles:

  • O hipnotizador tem poderes mágicos- O terapeuta é um especialista que vai ajudar o paciente a se tratar com as técnicas da hipnose, um método, hoje, aceito pela ciência, não há mágica.
  • Há muitas pessoas que não podem ser hipnotizadas- Todas as pessoas podem ser hipnotizadas, desde que estejam dispostas e que tenham entendimento do que está sendo falado.
  • A pessoa hipnotizada é um autômato e faz tudo que o hipnotizador manda- O paciente hipnotizado não fará nada que não concorde.
  • o hipnotizado fica inconsciente- Uma pessoa inconsciente está, no mínimo, adormecido e, sendo assim, seria impossível algo ser trabalhado. A pessoa em transe SEMPRE está consciente!

Milena Flávia Araújo de Menezes Ferreira

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Pré-cirurgia

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No momento em que uma cirurgia é marcada, começam a ser desencadeados diferentes processos mentais, e isso dependerá de cada indivíduo e da gravidade da cirurgia em si. Um dos processos é a ansiedade, ou seja, um medo desse futuro incerto que não tem-se nenhum controle, e o máximo a fazer é confiar na equipe médica. Outro, é a angústia desencadeada internamente, um medo que não se sabe exatamente de onde vem, apenas é sentido como um vazio. Provavelmente venha de crenças internas que não estão conscientes, são processos não percebidos ou inconscientes que desconhecemos e que nos provoca tal sentimento. Mesmo porque qualquer cirurgia pode oferecer riscos.

Em nossa mente pode-se travar um duelo entre expectativa versus realidade. Por um lado, a expectativa que pode ser de um quadro em que venha a sentir muita dor durante o processo de cirurgia. Por outro lado, a própria realidade que será dolorosa ou talvez não. A espera de que algo ruim aconteça, pode agravar ainda mais a situação, do contrário, o indivíduo pode ir mais fortalecido para a cirurgia. Também é fator importante se a pessoa já passou por outras cirurgias, e seu estado atual terá muita relação com o anterior, positivo ou negativo.

Tratamento e bem-estar com a hipnose

A hipnose pode ser um ótimo mediador desses conflitos internos, buscando uma solução mais saudável, proporcionando um fortalecimento do paciente, para que possa ultrapassar essa ponte, entre a pré-cirurgia e o ato cirúrgico em si com sucesso. É claro que é preciso levar em consideração um medo real de que, o que pode estar em jogo é a própria vida do paciente. A hipnose terá resultados tanto no manejo da ansiedade e da angústia, assim como das expectativas e da realidade. O objetivo é possibilitar àquele que sofre com essa situação, um conhecimento maior de seus processos internos e a busca do equilíbrio, processos estes condizentes com a realidade, além de possibilitar o fortalecimento de si mesmo.

Odair Comin

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Timidez e Hipnose clínica

timidez

Timidez X Hipnose Clínica

O QUE É TIMIDEZ ?

  • É um processo psicológico inibidor de ações em um indivíduo.

QUAIS OS TIPOS DE TIMIDEZ?

  • Crônica (a pessoa é totalmente inibida, socialmente, profissionalmente e afetivamente, com extrema dificuldade de se adaptar a novas situações.)
  • Situacional ( o indivíduo é tímido em determinadas ocasiões: ao pedir alguém em namoro, falar em público, expor um trabalho, procurar emprego, ser entrevistado, etc. )
  • Eventual ( quando, pôr alguma razão traumática provocada pôr um acidente, boatos ou fofocas, até mesmo racial, atingindo a integridade física, moral e/ou emocional, faz com que a pessoa se introverta.)

COMENTÁRIOS:

  • É sabido que metade da população mundial é tomada pela “timidez”.
  • O tímido considerado crônico se sente totalmente excluído em todos os níveis, afetivamente, socialmente, profissionalmente, economicamente. Doenças consideradas graves ou contagiosas, do tipo HIV, levam o indivíduo a entrar no processo de timidez ou introversão, facilitando o progresso da doença. Devido a esse tipo de comportamento a pessoa é tida como “negativa”, considera-se excluída e rejeitada, mantém-se sempre cercada pela energia mental denominada “ódio”, pois são pessoas inconformadas com a vida.
  • É bastante comum, principalmente nas pessoas que mantém relacionamentos homossexuais não assumidos, pôr fatores discriminativos, desenvolverem a timidez, podendo chegar a “fobia social”.
  • Um indivíduo pode também se auto-descriminar provocando a timidez, como exemplo podemos citar os fatores raciais, acidentais e cirúrgicos.
  • É bastante comum, a criança na fase escolar sofrer gozações de colegas, caso o indivíduo seja passivo as provocações elas induzirão o indivíduo a ser tímido, interferindo inclusive em sua vida escolar. Na fase adulta essa pessoa enfrentará dificuldades (relacionamentos, comunicação, etc).
  • O Ser humano também consegue psicossomatizar a timidez, quando mantém um convívio direto com pessoas tímidas.
  • Verificamos que muitas pessoas se casam, com o parceiro(a) errado(a), pelo simples fato de ser introvertido e não conseguir dizer “não”.
  • É interessante notar que uma pessoa considerada extrovertida, comunicativa, sente-se inibida no momento de uma paquera ou vice-versa (timidez situacional).
  • Observamos também que a pessoa no processo de timidez mantém sua auto-estima em baixa, dificultando suas relações interpessoais, segurança econômica e emocional, podendo chegar ao processo de depressão nos seus diversos níveis.
  • A timidez provoca uma reação de indisposição para novos relacionamentos interpessoais, o indivíduo se isola, procura desculpas para ficar no seu computador, assistindo televisão, arrumando a casa, etc. Evita os passeios, festas, encontros, reuniões, etc.
  • O indivíduo tido como tímido, encontra como fuga, os calmantes, anti-depressivos e até mesmo drogas.
  • Fracassos profissionais, instabilidade financeira e/ou emocional levam o indivíduo ao processo de introversão.
  • A “Higiene Mental Familiar – HMF” é considerada a maior responsável pelo desenvolvimento da timidez em um indivíduo. No ambiente familiar onde a criança cresce sendo reprimida, criticada, constrangida, agredida (verbal ou fisicamente), perdendo gradativamente a liberdade de tomada de iniciativas e decisões. Pôr se encontrar numa fase de aprendizado e de desenvolvimento psicológico, a criança pode agir de duas formas: reagir e se defender ou aceitar tudo passivamente, nesse caso, como mecanismo de defesa, mesmo que inconsciente, a criança começa a manifestar algumas atitudes atípica como: isola-se, chupa o dedo, roem unhas, faz xixi na cama, birras e manhas, agressividade, etc. Toda criança aprende pôr tentativas, erros e acertos. Jamais os pais poderão ser exigentes demais para com os filhos que se encontram nessa fase da vida, a forma mais criteriosa é a orientação, o sorriso e principalmente mostrar as conseqüências dos erros, ser paciente, evitar o “NÃO”, conseguir controlar a euforia da criança, desviando sua atenção. É a HMF na infância que determinará e formará a personalidade do indivíduo para o resto de sua vida.

Características e sintomas de um tímido :

  • Grande e inexplicável ansiedade ;
  • Insegurança ( medo de ser rejeitado, fracassar ou ser ridicularizado ) ;
  • Preocupação excessiva com a opinião e julgamento alheios ;
  • Perda do raciocínio lógico e/ou esquecimentos ao se comunicar (falar, escrever) ;
  • Transpiração excessiva , tremores e falta de ar em ocasiões especiais;
  • Vergonha e/ou dificuldade ao se apresentar (provocando até vermelhão no rosto);
  • Voz trêmula , gagueira, dificuldade de se expressar ;
  • Medo de se ridicularizar ;
  • Necessidade constante de inventar desculpas e de recusar convites ;
  • Baixa Auto-Estima e Auto-Confiança ;
  • Auto-Imagem negativa ;
  • Sentimento e sensação de menos valia ;
  • Necessidade de se isolar .

A HIPNOSE NO TRATAMENTO DA TIMIDEZ

A hipnoterapia tem se mostrado muito eficiente no tratamento da “Timidez”, auxiliando tanto os portadores desse problema considerada crônicos como situacional, sendo possível realizar uma reeducação de comportamento ou mesmo de recondicionamento mental, transmitindo-lhe segurança necessária, melhorando a auto-estima e  auto-confiança no indivíduo. Com sugestionamentos pós hipnose consegue-se ótimos resultados, desbloqueando totalmente a timidez, controlando a ansiedade e devolvendo a pessoa o prazer de participar da “VIDA’ e a capacidade de interagir com as pessoas sem dificuldade.

Por Luiz Crozera

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Em transe contra a dor

dor

 

Desafiando velhos mitos, a hipnose seduz a comunidade científica e ganha espaço nos consultórios médicos e odontológicos.

Por Lívia Filadelfo

“O objetivo da hipnose não é apenas eliminar a dor, pois ela pode estar indicando alguma doença, como um câncer. Se simplesmente a eliminamos, op paciente não sentirá mais dor e o problema não será tratado. Para isso, a terapia com hipnose não dispensa o diagnóstico e tratamento médico”, destaca o psicólogo e especialista em hipnose Odair José Comin. Segundo ele, dores agudas e de curta duração, em geral, indicam uma debilidade física real, de causa orgânica. Dores crônicas de longa duração têm, muitas vezes, fundo psicológico. “inconscientemente, a dor pode estar sendo provocada pelo próprio individuo para chamar a atenção de alguém. Através da hipnose, ele descobrirá como pode conquistar o carinho dessa pessoa de outra maneira”, explica Comin.

Consciência Total

Apesar dos benefícios cientificamente comprovados da hipnose, mitos e crenças, além da ação de charlatões, ainda dificultam a difusão da técnica. Não há contra-indicação, efeitos colaterais, dependência ou agressão ao paciente durante a hipnose. O paciente fica ciente de tudo o que acontece durante a sessão e ouve tudo o que o hipnoterapeuta diz. Nada é feito contra a vontade do paciente, pois ele é quem mantém seu próprio controle. “Algumas pessoas têm medo, principalmente em função dos mitos criados em torno da hipnose. Na primeira consulta, são esclarecidas todas as dúvidas e, em geral, na segunda ou terceira sessão o paciente está confiante no tratamento, pois os efeitos são imediatos”, afirma Comin.

Fonte: Revista Hipnose
Editora Qualidade de Vida – Edição nº 02 – 2006.

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Viagem no tempo

Resgatar as virtudes do passado é o primeiro passo para o autoconhecimento e, conseqüentemente, para a cura de problemas emocionais do presente.  

Por Paula Bianca de Oliveira

Por conta de variados fatores, os pacientes depressivos entram em um ciclo de abandono dos prazeres, que também pode ser visto como o abandono de si mesmo. Por tais razões, a depressão ‘comumente vista como causadora de muitos outros problemas emocionais, como a ansiedade, baixa auto-estima e, até mesmo, a síndrome do pânico. “Com esses pacientes, é preciso buscar recursos e vivências positivas anteriores à depressão, mostrando a eles que suas capacidades talvez estejam ‘adormecidas’, mas que continuam dentro deles, fazendo parte de ferramentas próprias que serão muito úteis naquele momento”, afirma o psicólogo e hipnoterapeuta Odair José Comin.

“Durante o transe, depois de buscar as virtudes passadas, pode-se levar o paciente para o futuro, onde se cria um cenário completamente diferente do atual, com novas alternativas e já com uma postura diferente com relação à vida”, explica Comin. Para o psicólogo é importante perceber como o organismo e a mente do paciente reagem frente às emoções e vivências diárias e, a partir daí, traçar estratégias, fazendo intervenções mais assertivas durante a hipnose.

Assim como na maioria dos tratamento psicológicos, na primeira sessão de hipnoterapia, o paciente deve falar sobre sua histórias – passada e presente -, fornecendo, assim, dados importantes também sobre a origem de seus problemas. Nesse momento, é feita ainda uma busca de informações que dizem respeito aos gostos do paciente e a tudo aquilo que o motiva para a prática de atividades prazerosas. Dessa forma, nas sessões seguintes, o hipnoterapeuta pode criar metáforas que comuniquem indiretamente questões esclarecedoras para o paciente. “Fazendo comparações com a natureza ou com algum fato da vida dessa pessoa, é possível transmitir, durante o transe, uma série de informações que o paciente precisa para se recuperar”, diz o psicólogo. Diferente da hipnose clássica, que trabalha com uma comunicação mais indireta, a chamada hipnose moderna ou ericksoniana – utilizada nesses tipos de tratamento – trabalha com a sutileza da comunicação, sendo muito indireta e, às vezes, até implícita.

Técnica e Conteúdo

A hipnose nada mais é que uma forma de comunicar idéias, embora ainda seja vista por muitas pessoas apenas como uma técnica para controlar pessoas. Durante um tratamento clínico, porém, é preciso transmitir idéias de forma eficaz, discutir virtudes, paixões, trabalhar a culpa – questões realmente capazes de transformar a vida de uma pessoa. Por tais razões, muito mais que provocar no paciente o estado de transe, o profissional deve possuir um vasto conhecimento humano.

No transe, que é um estado natural de profunda concentração induzido pela hipnose, a pessoa fica muito mais receptível a qualquer tipo de informação. Assim, o que for recebido durante esse estado de consciência terá um impacto ainda maior. Diferentemente do que ocorre nas terapias convencionais, na hipnose clínica o paciente se torna agente da sua própria transformação. “As mudanças acontecem durante o transe, quando lançamos determinada idéia e, a partir daí, a mente do paciente começa a trabalhar, explica o psicólogo Odair José Comin. Por ser um  processo inconsciente, o paciente entra em contato com aquela informação traumatizante de uma forma mais íntima, o que gera resultados mais rápidos.

Em um tratamento psicológico comum, o paciente apenas fala e, gradualmente depois de inúmeras sessões, a pessoa vai se aproximando daquilo que a incomoda. Já na hipnose clínica, muitas vezes, o paciente encara seus problemas logo na primeira sessão, pois tem a oportunidade de vivenciá-los desde o primeiro instante. A escolha de um ou outro tratamento é uma decisão pessoal que provavelmente trará os mesmos benefícios as paciente. A diferença talvez, fique por conta do caminho tomado e do seu tempo de percurso.

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Hipnose: revelação do inconsciente

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Por Ivanilde Sitta

Pode estar aí a solução para o seu problema. A hipnose tem sido utilizada  com sucesso no tratamento de diversas doenças físicas e emocionais

Esqueça aquelas cenas místicas envolvendo pêndulos e turbantes. Longe de ser uma prática de cinema, a hipnose é coisa séria e tem livrado muita gente de uma infinidade de distúrbios físicos e emocionais. É considerada também um santo remédio para aliviar a dor, inclusive as crônicas e a do câncer em fase terminal. Sua longa lista de aplicações terapêuticas conquistou até o aval da Organização Mundial de Saúde, que a recomenda como a melhor técnica operacional de terapia no tratamento de moléstias psiquiátricas e psicossomáticas. Reconhecida pelos conselhos federais de Medicina, Odontologia e Psicologia, é um procedimento comprovadamente eficaz e aplicado em mais de 70 países, segundo o psiquiatra Joel Priori Maia, presidente da Sociedade de Hipnose de São Paulo.

Combate à depressão

Sem contra-indicação e efeitos colaterais, a hipnose vem sendo apontada como uma arma poderosa na guerra contra depressão, ansiedade, fobias, impotência sexual, ejaculação precoce, enurese noturna, gagueira, asma, síndromes intestinais, alergias e até mesmo no tratamento de verrugas. Sua lista de atuação inclui ainda baixo rendimento escolar e hiperatividade em crianças, ativação da memória, distúrbios alimentares, dependência química e muitos outros problemas físicos e mentais.

Não se trata de milagre nem mágica. Até mesmo a medicina tradicional já está consciente da ligação corpo e mente no desenvolvimento das doenças. De acordo com o psicólogo Odair José Comin, o sistema imunológico é diretamente afetado pelas emoções e sentimentos. Sensações de medo, ódio e ressentimento, por exemplo, resultam quase sempre em doenças. “O tratamento com a hipnose auxilia no controle dessas emoções e o paciente aprende a lidar melhor com seus problemas”, esclarece.

Você tem medo de quê?

Veja o caso das fobias, por exemplo. Tem gente que não pisa num avião ou elevador, outros entram em pânico ao ver uma simples barata e há aqueles que jamais se imaginam num lugar fechado. As fobias nada mais são do que medos irracionais de alguma coisa ou lugar específico. Por meio da hipnose, o paciente é levado a buscar as causas desse medo e a desenvolver meios de aprender a enfrentar e superá-los.

A hipnose, segundo especialistas, ajuda a encontrar as verdadeiras raízes do problema. Até pode ser que seu medo de água esteja relacionado à história do afogamento do seu avô. Mas, segundo o terapeuta de hipnose Jean Jacques Buhannic, a maioria dos problemas nasce de sentimentos e vivências banais ocorridos na primeira infância e que nunca foram trabalhados. Por exemplo: o ciúme infantil que você sentia toda vez que via sua mãe dar banho no seu irmão caçula. “A maioria dos problemas é originada na primeira infância. Assim que sua origem for detectada, o problema tende a desaparecer”, garante Buhannic.

Mas como isso acontece?

Apesar de ser uma técnica milenar e estudada a fundo pela Ciência nas últimas décadas, ainda não se conhece completamente os mecanismos cerebrais envolvidos no estado hipnótico. Sabe-se, porém, que a hipnose é um estado alterado de consciência (semelhante ao sono) produzido artificialmente. De acordo com o psiquiatra Priori Maia, o paciente permanece entre a vigília e o sono, induzido por meio de uma estimulação leve, rítmica, monótona e persistente.

Durante o transe, a atenção, concentração e memória do paciente ficam em estado de alerta, permitindo acesso mais fácil aos dados registrados no inconsciente. É possível relembrar informações do passado, por exemplo, que estavam esquecidas pelo consciente. Nesse instante do tratamento, esses dados são explorados com a ajuda do médico ou terapeuta para beneficiar o paciente.  “Ainda há muito a ser pesquisado e estudado. Mas na medida que os trabalhos avançam, aumenta a credibilidade em relação à técnica”, observa o psicólogo Odair José Comin, ao acrescentar que cientistas que estudam os fenômenos da hipnose vêm conseguindo grandes avanços na área.

Um dos trabalhos, desenvolvido em conjunto pelas universidades americanas de Harvard e Stanford, dá uma idéia de como a técnica atua no cérebro humano. Dezesseis voluntários foram colocados em frente à tela do computador para observar imagens coloridas. Depois de hipnotizados, eles foram sugestionados a ver as mesmas imagens, só que na cor cinza. E foi o que aconteceu, pois nesse momento, o cérebro ativou a região que inibe a visão das cores.

“Sem nenhuma possibilidade de fraude ou farsa, o cérebro passou a ver em preto e branco”, relata Comin. Mais tarde, os mesmos voluntários foram induzidos a enxergar cores em lugares onde não existiam. Mais uma vez, os resultados confirmaram que o cérebro estava mesmo vendo colorido.

Na mira da hipnose

Especialistas garantem que é possível hipnotizar, em maior ou menor grau,  cerca de 95% da população. Existem várias etapas na hipnose. Primeiro, o paciente é levado a sentir que seus músculos ficam pesados, por exemplo, e que fica difícil levantar um braço. Depois, as sugestões passam para um nível sensorial, quando ele pode sentir calor ou frio, ainda que a temperatura ambiente continue amena. Por fim, o hipnotizador induz o paciente a ingressar na esfera afetivo-emocional. Nesse momento, as lembranças escondidas no inconsciente podem começar a surgir. “Quanto mais profunda for a etapa atingida pelo paciente durante o procedimento, maior o seu benefício terapêutico”, esclarece Priori Maia.

Mas, seja qual for a fase atingida no transe hipnótico, os resultados são mais eficientes do que os alcançados em estado de vigília, ou seja, com o paciente completamente consciente e acordado. Isso porque a hipnose produz um relaxamento físico e mental que já se evidencia nas etapas superficiais, aumentando à medida em que ocorre o aprofundamento do transe.

Desvendando os mitos 

Se você se interessou pela hipnose, mas continua resistindo à técnica por uma série de receios, sossegue. Especialistas garantem que ninguém sujeito à hipnose corre o risco de não acordar do transe. Um simples abrir de olhos é suficiente para voltar ao estado normal. Asseguram também que, em hipótese alguma, a técnica tem poder de alterar o comportamento do paciente a ponto de levá-lo a tomar atitudes que vão contra seus próprios conceitos. Ou seja: mesmo hipnotizado, você é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões como assaltar um banco ou tirar a roupa em público, ou qualquer coisa contrária aos seus valores morais e éticos.

Mitos e preconceitos como esses, em certo ponto, têm até razão de ser. Ao longo do século 20, a hipnose foi vista com ceticismo e descrédito principalmente por causa da ação de charlatães que se apresentam em praça pública, transformando a possível terapia em espetáculo de mágica. Hoje, essa prática é proibida em muitos países.

A hipnose foi olhada com reservas pelo próprio pai da psicanálise, Sigmund Freud, que não poupou críticas à técnica. Mas, depois da Segunda Guerra Mundial, ela voltou com força redobrada, apoiada como método válido pelas principais entidades médicas internacionais. É que, durante o conflito que durou de 1939 a 1945, os médicos de algumas frentes de batalha, sem acesso a anestésicos, realizavam cirurgias utilizando apenas a hipnose para combater a dor. A primeira sociedade científica de hipnose da qual se tem notícia no Brasil foi instalada pelo Imperador D. Pedro II, em 1887, sob a denominação de Sociedade do Magnetismo Animal e do Jury Magnético do Rio de Janeiro.

Principais dúvidas

Conheça as principais dúvidas e veja até que ponto elas têm fundamento:

· O paciente pode ser hipnotizado contra a vontade?

Não. Só se hipnotiza uma pessoa com seu próprio consentimento. O hipnotizador não tem controle sobre o hipnotizado, que não fará ou falará nada que não quiser.

· O paciente fica inconsciente?

Não. Ele escuta, pode falar e se lembra de tudo.

· Há risco de não acordar?

Não. Depois de algum tempo sem a interferência do hipnotizador, o paciente sai sozinho da hipnose ou passa para um estado de sono natural.

· É possível revelar segredos?

O paciente é perfeitamente capaz de rejeitar sugestões que não aceitaria em seu estado natural. Ou seja, ele não falará se não quiser.

· O hipnotizador pode dominar minha mente e me obrigar a praticar atos contra a minha vontade?

Tolice. A sua mente só vai aceitar ordens que não interfiram em seu comportamento ou moral. O acordo entre você e o hipnotizador acaba quando os seus princípios são contrariados. Como? O transe simplesmente se encerra ou você entra num estado de agitação que acaba por interrompê-lo. Não há casos relatados e provados de controle da mente por meio da hipnose.

Dentro da lei

A hipnose não é um procedimento alternativo de terapia. Isso quer dizer que seu emprego é legal e está regulamentado pelos seguintes conselhos:

Cirurgiões Dentistas: artigo 6º da lei 5081 de 1966

Conselho Federal de Medicina: parecer nº 42/99 de 20 de agosto de 1999

Conselho Federal de Psicologia: resolução nº 013/00 de dezembro de 2000

 

Matéria extraída da Revista Coop
Março de 2004.

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